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MULHER
/ MERCADO DE TRABALHO (II)
Aysa
PereiraSabe
aquelas pessoas que trabalham em
casa, frente ao micro; deixam o
carnaval um pouco de lado para se
dedicar ao serviço e que têm o
escritório como a parte mais
importante da residência? A
administradora de empresas Aysa
Pereira, 39 anos, faz parte desse
time. Mas não vá pensando que,
por isso, é uma chata, sisuda e
mal-humorada. Nada disso. É
esbanjando energia e mandando -
como ela mesma admite - que a
ex-gerente de Marketing do
Banorte é hoje a diretora da
Cyberland e planeja fazer do
provedor uma empresa reconhecida
nacionalmente como especializada
em comércio eletrônico.
Esse é o plano de Aysa
Pereira para este ano.
"Gosto de mandar e de fazer
as coisas acontecerem. Defino os
passos e chego lá", resume,
confiante, essa recifense de 39
anos e mãe de Sophia, de 11
anos. E foi com essa auto-estima
em alta que Aysa galgou passos na
informática pernambucana.
Inicialmente, ela já mexia com
computadores no Banorte, mas foi
com apoio do marido, então
diretor do Softex-Recife, que
encarou de vez, em 95, as
máquinas e, principalmente, a
Internet. "A Internet estava
aí e ninguém se
especializava", relembra.
Passados dois anos da decisão
de unir totalmente o marketing e
a computação, Aysa é
respeitada na área e foi a
única brasileira presente ao
Congresso de Provedores, agosto
passado, na Califórnia (EUA). Na
verdade, mulheres eram a grande
minoria no encontro. Calcula-se
que estavam presentes cerca de
150 num universo de quase 3.000
homens. Um mapa que contraria o
pensamento de Aysa. "Mulher
tem o perfil adequado para a
computação. É bem organizada,
persistente e autodidata. Depois
que entra numa área, dá um
banho", afirma.
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