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MULHER
/ MERCADO DE TRABALHO (VI)
Márcia
de Barros CorreiaEla
fez parte do grupo que
desenvolveu os primeiros
protótipos de microprocessadores
no Brasil, na década de 70; foi
uma das duas mulheres a entrar em
engenharia elétrica em 67; e se
tornou a primeira professora da
área de hardware do curso de
computação de Pernambuco.
Professora aposentada há dois
anos, Márcia de Barros Correia,
48 anos, ainda está metida na
Universidade Federal e segue com
seus trabalhos em circuitos
digitais e arquitetura de
computadores, integrando o Grupo
de Engenharia da Computação
(Greco).
"Os sistemas são a minha
cachaça", resume Márcia,
também preocupada em abrir o
leque de atuação da Adufepe, o
associação dos professores da
universidade. Segunda tesoureira
da entidade, ela está à frente
do Fórum de Ciência e
Tecnologia que a entidade promove
nos dias 1 e 2 de abril.
Mas quem ouve a doutora em
robótica pela Universidade de
Toulouse, na Françca, fazendo
analogia entre a bebida e o
trabalho pode incorrer num erro:
achar que ela vive só e
unicamente para os computadores.
Por incrível que pareça, não
há um único micro em sua casa,
no Parnamirim. "Quando chego
em casa, mudo de sítio. Lá,
ouço música, leio poesia,
estudo pintura", conta.
Pioneira numa área antes
dominada pelos homens, Márcia
conta ter sido recebida sempre
com muita proteção pelos
colegas alunos, quando era
estudante. Mas faz questão de
frisar que não gosta que a vejam
como mulher, mas como
profissional. "Nunca usei o
fato de ser mulher no campo
profissional. Não atribuo
facilidades nem dificuldades a
isso. Sou uma professora",
diz.
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