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MULHER
/ MERCADO DE TRABALHO (VIII)
Lúcia
MeloFalar na
Internet em Pernambuco e não
citar Lúcia Melo seria como uma
espécie de atentado à história
da informática estadual. Não
que essa engenheira química com
mestrados em física e em
política energética e
tecnológica tenha se tornado uma
expert em computadores. Mas foi
com o empenho dela, então
secretária estadual de Ciência
e Tecnologia e membro do Centro
Regional da Rede Nacional de
Pesquisa (RNP), que começou a
ser desenhada a instalação do
Pop-PE, um dos backbones da
grande rede em Pernambuco, dentro
do Instituto Tecnológico (Itep),
em 90.
"Era uma coisa
extremamente nova. Mas entendia
que precisávamos criar a
infra-estrutura do futuro, com a
perspectiva de que era uma área
importante e estratégica",
lembra Lúcia Melo.
Coordenadora-adjunta da RNP e há
três anos presidente da
Fundação de Amparo à Ciência
e Tecnologia de Pernambuco
(Facepe), hoje Lúcia Melo
continua dando apoio aos projetos
na área de computação.
"Temos a Rede Pernambuco de
Informática, o Pop-PE, apoiamos
o Infovida e lutamos pela
instalação da rede
metropolitana de alta
velocidade", afirma a
presidente da Facepe.
Aos 47 anos, casada e com duas
filhas, Lúcia tem uma agenda
cheia de compromissos, mas
ressalta que parte do sucesso
profissional é resultado do
empenho da família. "Tenho
a cooperação do marido. Temos
que priorizar a relação
profissional junto com a
familiar", defende.
E, se depois de oito anos dos
primeiros passos da Internet em
Pernambuco Lúcia Melo continua
sem saber criar programas,
desmontar micros, ela também já
não vive sem um micro e a
Internet. "Acesso o correio
eletrônico e qualquer assunto
que precise pesquisar vou
primeiro à rede. Até mesmo
antes de ir ao médico, consulto
sobre doenças na Web", diz.
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