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CHILE
Pinochet
enfrenta uma nova ação na
JustiçaSANTIAGO
DO CHILE - A uma semana de
deixar a chefia do Exército para
tornar-se senador vitalício, o
general Augusto Pinochet
enfrentou ontem uma terceira
ação judicial pelo seqüestro e
desaparecimento de 1.198
oposicionistas durante sua
ditadura de 16 anos e meio.
Sola Sierra, presidente do
Grupo de Detidos Desaparecidos,
acusou ontem Pinochet de ser o
"autor de múltiplos
seqüestros e torturas, seguidos
do desaparecimento" de 1.198
pessoas. Sierra, mulher de um
desaparecido, disse, ao sair da
Corte de Apelações de Santiago,
que o grupo também pediu que
sejam convocadas para prestar
esclarecimentos pessoas que não
identificou, mas que atuavam
"sob as ordens de
Pinochet" ao prender seus
familiares.
Nelson Salazar, advogado do
grupo, disse que a ação
"procura estabelecer a
responsabilidade penal" de
Pinochet por seqüestros,
homicídios e torturas.
A ação, que deu entrada
ontem nos tribunais, foi
acompanhada por fichas detalhadas
que especificam as situações em
que desapareceram 972 de seus
familiares. Dos restantes 226
desaparecidos eles não têm
informações precisas. O número
oficial de vítimas da ditadura
é de 3.197 pessoas, das quais
1.102 estão desaparecidas. A
partir de 1990, quando Pinochet
deixou o poder, os corpos de cem
desaparecidos foram encontrados
em cemitérios clandestinos.
A ação se baseia no fato de
que Pinochet criou a Direção de
Inteligência Nacional, Dina,
"sob sua direta
subordinação e destinada a
combater, mediante práticas
terroristas e delituosas,
militantes de esquerda",
dentre os quais estavam seus
familiares.
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