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SEU
DINHEIRO
Regina Pitóscia
Expectativa
com os juros
O mercado financeiro continuou
e deve continuar especulando
sobre a redução que o Banco
Central deve definir na taxa de
juros, que vai arredondar o piso
e o teto de juros que estarão
rolando, em princípio, a partir
de amanhã até 15 de abril.
Existe convicção de que o BC
dará continuidade ao corte dos
juros, mas a questão é saber a
velocidade da queda. A
expectativa geral é de que o dos
juros recue do nível de 34,5% ao
ano, no momento, para uma faixa
entre 31% e 30%, embora uma ala
mais otimista não afaste a
possibilidade de um recuo mais
acentuado das taxas de juro.
O interesse pela decisão do
BC levou o mercado a trabalhar
com cautela, traduzida pela
estabilidade das taxas de
rendimento dos CDBs e
encolhimento do volume de
negócios nas Bolsas, que
fecharam os pregões com
discretas valorizações. A
Bovespa apurou alta de 0,87% e
movimentou R$ 596,620 milhões,
volume 29,3% menor que o da
véspera. Uma redução mais
vigorosa dos juros, abaixo de 30%
ao ano, seria favorável às
Bolsas, pois poderia estimular
uma transferência de recursos
acomodados em aplicações de
renda fixa para as ações.
O mercado torce pela queda e o
BC tem fortes motivos para
alinhar-se à torcida e confirmar
as previsões de declínio mais
acentuado dos juros. A começar
pelo fato de que os juros são um
dos principais fatores de
agravamento do déficit público.
A questão, no entanto, é que
quanto maior o rombo nas contas
públicas maior é a necessidade
de financiamento e maior também
a exigência de juros altos do
mercado para continuar
emprestando ao governo.
Os juros altos que o mercado
pede ao governo não são
repassados, contudo, ao
investidor, cuja rentabilidade,
nas aplicações, têm seguido
trajetória declinante. A
expectativa de nova rodada de
corte nos juros provocou um
achatamento antecipado dos juros
de CDBs, em movimento reforçado
também pelo encolhimento do
rendimento da caderneta. Mas a
fuga de recursos da caderneta
levou o governo a rever
novamente, ontem, a fórmula de
cálculo da TR.
| OURO |
| Fechamento:
R$ 11,00 Variação:
alta de 0,18%
|
O ouro negociado na
Bolsa de Mercadorias &
Futuros (BM&F) fechou com
valorização de 0,18%, cotado
por R$ 11,00 o grama. O volume
negociado foi de 289 kg.
No mercado de Nova York, na
Commodity Exchange (Comex), a
onça-troy de ouro (31,104
gramas) foi cotada por US$ 297,50
nos contratos com vencimento em
março.
| DOLAR |
| Fechamento:
R$ 1,180 Variação:
baixa de 0,42%
|
Os mercados de dólar
tiveram um dia relativamente
tranqüilo. No câmbio comercial,
as cotações voltaram a
apresentar tendência declinante,
reflexo do contínuo fluxo
cambial positivo, e o preço na
ponta de venda chegou a encostar
no piso da intrabanda, fixado
atualmente em R$ 1,1300. Para
impedir que a cotação caísse
abaixo desse nível o Banco
Central (BC) promoveu um leilão
de compra de dólares por esse
valor. Após a atuação do BC, a
tendência de queda foi
interrompida e os preços
apresentaram ligeira
recuperação. Com isso, no
encerramento dos negócios o
dólar comercial foi cotado por
R$ 1,1297 na compra e R$ 1,1305
na venda, com discreta alta, de
0,01%, em relação à véspera.
Os preços no mercado paralelo
também apresentaram tendência
de queda durante todo o dia e, no
fechamento, o black foi cotado
por R$ 1,170 na compra e R$ 1,180
na venda, com desvalorização de
0,42%.
| RENDA
FIXA |
| Taxa
Bruta ao ano: 31,50% Ganho
bruto/mês: 2,31%
|
No dia anterior ao da
definição, pelo Comitê de
Política Monetária (Copom), do
Banco Central (BC), do piso e do
teto dos juros para o período de
5 de março a 15 de abril, o
mercado preferiu manter a
cautela. Embora haja otimismo,
com o mercado apostando em queda
mais expressiva das taxas, há o
receio também de que o BC,
preocupado em manter os juros
mais altos para ter facilidades
na obtenção de recursos com o
mercado para rolar a dívida
pública, teime em fazer um corte
menor das taxas.

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