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PÚBLICOS (IV)
Maluf
e Pitta vão recorrer ao STFSÃO
PAULO - O desembargador
aposentado Ênio Bastos de
Barros, advogado do ex-prefeito
Paulo Maluf e do prefeito Celso
Pitta - ambos do PPB -, no caso
dos precatórios, disse ontem que
os processos que correm contra
eles na Justiça têm propósitos
políticos. "Estou
convencido de que, por sua
seqüência e continuidade, essas
ações pretendem atingir Celso
Pitta e principalmente Paulo
Maluf, pelo fato de ele ser
candidato a governador",
afirmou.
Barros anunciou que vai
recorrer da sentença do juiz da
9ª Vara da Fazenda Pública de
São Paulo, Venício Antônio de
Paula Sales, que condenou Maluf,
Pitta e o ex-coordenador da
Dívida Pública da Prefeitura,
Wagner Ramos, por crime de
improbidade administrativa. O
juiz acatou a tese dos promotores
Saad Mazloum e Wallace Martins
Júnior de que, entre os anos de
1994 e 1996, Maluf, Pitta e
Wagner Ramos desviaram para
outras finalidades R$
1.229.805.353,36 destinados ao
pagamento de precatórios
(títulos vencidos da dívida
municipal).
"O recurso, que deverá
ser de apelação especial ao
Tribunal de Justiça ou
apelação extraordinária ao
Supremo Tribunal Federal, tem
efeito suspensivo", disse o
desembargador Ênio de Barros.
Isso significa que, enquanto não
sair a sentença final, Pitta
continuará no cargo de prefeito
e Maluf poderá concorrer ao
Governo paulista, apesar de o
juiz Venício Sales ter suspenso
seus direitos políticos por
quatro anos. O juiz também
cassou o mandato de Pitta.
Os três réus foram
condenados ainda ao pagamento de
uma multa equivalente a 80 vezes
o valor da remuneração que
recebiam quando trabalhavam na
prefeitura. Pitta era secretário
das Finanças do então prefeito
Paulo Maluf e nomeou Wagner Ramos
coordenador da Dívida Pública.
O juiz rejeitou, no entanto, o
pedido dos promotores de que
Maluf, Pitta e Ramos fossem
obrigados a ressarcir os cofres
municipais no valor exato dos
recursos desviados. "Vamos
provar que o dinheiro destinado
ao pagamento de precatórios não
foi desviado e demonstrar que
nossos clientes foram cerceados
em seus direitos", anunciou
o desembargador aposentado.
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