....................................................................- ..-Jornal do Commercio, Recife, 04 de março de 1998
  PARTIDOS / SUCESSÃO (II)
Deputado mineiro acusa esquema "toma-lá-dá-cá"

BRASÍLIA - Os partidários da candidatura própria dentro do PMDB denunciaram ontem uma ofensiva do Governo Federal e da ala do partido pró-reeleição do presidente FHC, envolvendo o uso político da execução orçamentária e a destituição de convencionais. "Até a semana passada, estavam segurando todas as emendas orçamentárias que eu apresentei. Está funcionando na base do toma-lá-dá-cá", afirmou o presidente da seção mineira do partido, deputado Armando Costa (PMDB-MG).

"Não houve desembolso de uma dotação orçamentária para a conclusão do hospital municipal de Barão de Cocais (MG), cidade cujo prefeito é meu irmão, Jair Pereira da Costa. No Ministério da Saúde, ninguém sabe me explicar porque uma liberação já autorizada foi suspensa", afirmou Costa. A verba para a conclusão do hospital é de R$ 150 mil.

Ainda na pasta comandada pelo ministro Carlos Albuquerque, estariam sendo exigidas cartas de parlamentares justificando a razão para emendas já aprovadas. "Consegui aprovar uma emenda de R$ 110 mil para a construção de um posto municipal de saúde em Resende (RJ), mas recebi a informação de que o ministério está exigindo uma carta assinada por mim pedindo a liberação dos recursos. Isto nunca tinha sido feito antes", afirmou o deputado Noel de Oliveira (PMDB-RJ).

Noel de Oliveira é o único parlamentar do PMDB fluminense disposto a votar a favor da candidatura própria e deverá pedir hoje a impugnação de toda a lista de convencionais do Rio de Janeiro. Ele afirma que o líder local do PMDB, deputado Wellington Moreira Franco (PMDB-RJ), teria adulterado a ata de eleição dos convencionais do Rio, feita em 1995, incluindo um termo aditivo que permitia a substituição de delegados.

No Paraná, onde a seção local do partido é dominada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), pré-candidato da legenda à presidência, o ex-governador Mário Pereira, que era o presidente licenciado do diretório, decidiu reassumir a função para trabalhar pela reeleição de FHC.

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