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/ SUCESSÃO (V)
Magalhães
afirma que reeleição não dura
muitoAntes
mesmo de ser testada pela
política brasileira, na
eleição deste ano, a
reeleição já teve sua morte
decretada pelo prefeito do
Recife, Roberto Magalhães (PFL).
"A reeleição não dura
muito. Se não for após essa
eleição, será depois da
disputa pelas prefeituras, em
2000. O uso da máquina pública
vai levar os deputados a reverem
a reeleição", afirmou,
ontem, ao participar do programa
Super Manhã, da Rádio Jornal.
Na sua avaliação, a reeleição
já nasceu com os dias contados,
porque se choca com a cultura
política do Brasil, classificada
pelo prefeito como de terceiro
mundo.
"Numa eleição estadual,
a Imprensa e a sociedade ainda
têm como fiscalizar 27
governadores e um presidente. Na
eleição municipal, com mais de
500 prefeitos, não há como
fiscalizar", argumenta.
Magalhães considera que a
Justiça Eleitoral, com a
reeleição, assumiu uma tarefa
impossível. "Ela terá que
distinguir quando o presidente e
o governador estão falando como
candidato ou como chefe de
estado", afirmou. O prefeito
disse que tem informações do
líder do PFL na Câmara dos
Deputados, Inocêncio Oliveira,
de que alguns deputados começam
a defender o fim da reeleição.
Magalhães disse que
desconhece acordo prévio entre o
PFL e o PMDB para que, na
eleição de 2002, Jarbas
Vasconcelos não dispute um novo
mandato. Magalhães reafirmou a
consolidação da aliança
PMDB/PFL e da candidatura de
Jarbas ao Governo este ano. No
seu entender, nem a possibilidade
de o PMDB lançar candidato
próprio à Presidência geraria
problemas em Pernambuco.
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