............................................................- - .... ....-Jornal do Commercio, Recife, 04 de março de 1998
  RESPOSTAS
Destilaria São Luiz nega envolvimento em crime

O superintendente da Destilaria Agroindustrial São Luiz, Luiz Antônio Queiroga, negou qualquer envolvimento da empresa com o assassinato do trabalhador rural José Severino da Silva, morto no último domingo pelo também agricultor Severino do Nascimento em Marial, Mata Sul, - como denunciou, ontem, o deputado federal Fernando Ferro (PT). "É uma irresponsabilidade insinuar que a destilaria está ligada ao crime onde os fatos, que levem a esta conclusão, são poucos", disse

Para Luiz Queiroga o fato do agricultor morto, funcionário da destilaria desde maio de 96, ter uma uma ação indenizatória a receber pendente é uma casualidade que não pode ser relacionada com o seu homicídio. "Temos inúmeras questões trabalhistas em andamento, o que é uma situação normal na vida de uma empresa", avaliou.

A suposta relação entre a destilaria e a morte do ex-funcionário, levantada pelo deputado, teria origem, segundo Fernando Ferro, na morte da mulher e de um filho de José Severino, em agosto de 97. Eles foram esmagados por um trator da destilaria, no Engenho Contestado, de propriedade do grupo. Isso levou o agricultor a mover uma ação indenizatória contra a empresa. "Não tivemos responsabilidade porque há uma norma interna que proíbe que os tratoristas dêem carona nos veículos; a mulher e a criança, que estavam sentadas no paralama do trator que, caíram quando o veículo bateu em uma barreira".

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