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ÁGUA
Abastecimento
à beira do colapso em BrejinhoBREJINHO
- Os moradores deste
município, no Sertão do Pajeú,
a 404 quilômetros do Recife,
vivem monentos difíceis devido
à falta d'água. A Barragem
Serraria, que abastece a cidade e
tem capacidade para acumular até
655 mil metros cúbicos,
encontra-se com menos de 10% da
sua capacidade, forçando o
abastecimento em dias alternados.
Segundo estudos da Compesa,
caso não chova nos próximos
dias, a intensidade da
evaporação da água aumentará
em virtude do calor provocado
pelo fenômeno El Niño. Como
conseqüência, o colapso no
abastecimento será total ainda
este mês. "Já estamos
preparando uma licitação para
contratação de carros-pipas.
Caso não chova este mês, os
carros já circularão no mês de
abril", informou o chefe do
escritório local da Compesa,
Luiz José da Silva. Segundo ele,
a água que sai das torneiras
não é de qualidade e a
população se recusa a
utilizá-la.
Preocupado com a ameaça de
colapso, o prefeito José
Vanderlei da Silva (PFL) viaja
hoje ao Recife, onde se reunirá
com as gerências da Emater e
Compesa para cobrar as ações
previstas em convênio assinado
no mês de novembro, no Palácio
das Princesas, para a
construção de 10 barragens
subterrâneas e 9 cisternas no
município. "Até agora nada
foi feito", diz o prefeito.
"O momento de estar se
construindo as barragens é
agora. Caso venha as chuvas, como
iremos acumular água",
questiona.
O prefeito também disse que a
construção da Barragem
Pandanga, que teria um custo de
R$ 400 mil, seria uma solução
para o problema.
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