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JUSTIÇA
Fafica
dá apoio ao detento que deseja
estudarDa
Sucursal
CARUARU- Desde que o
presidiário Enaldo Campelo de
Borba Maranhão, de 24 anos, foi
proibido pela Justiça de se
matricular no curso de História,
a decisão passou a ser o
principal assunto na Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras de
Caruaru (Fafica), onde ele obteve
a sétima colocação do seu
curso. "Existe um certo
mal-estar na comunidade
acadêmica; se o rapaz está num
processo de recuperação e tem
boa conduta, a formação
intelectual vai ajudá-lo ainda
mais", destacou o diretor da
Fafica, padre Everaldo Fernandes
da Silva.
O diretor disse que entende a
posição do juiz da Vara de
Execuções Penais, Mauro Alencar
de Barros - que, para o padre,
está cumprindo a lei. Acredita,
no entanto, que seria conveniente
avaliar a possibilidade da
abertura de um precedente na lei.
Esta posição também é
defendida pela maioria dos
professores e alunos da
instituição. Para o professor
de Sociologia, Edilson de Góis,
o fato do detento ter sido
autorizado a fazer a inscrição
no vestibular "acabou
criando a falsa impressão de que
ele poderia estudar" .
Edilson de Góis não vê
nenhum problema em ter um detendo
como aluno e concorda com a
criação de um movimento para
que Enaldo possa freqüentar as
aulas. "A proibição é uma
contradição do Poder
Judiciário. Se houve uma brecha
na lei, para que Enaldo fizesse o
vestibular, deve ser criada outra
para que ele curse a
faculdade", completou o
professor de Ciência Política,
José Roberto Peixoto da Silva.
Para o presidente do Centro
Acadêmico, Marcelo Eduardo
Santos Oliveira, há um
sentimento de decepção entre os
alunos. Ele acha que a Justiça
deve se preocupar com a
recuperação dos presos e não
deixá-los recolhidos.
"Pretendemos convidar o juiz
para que ele explique seu
posicionamento".
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