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VÔO
LIVRE
Aventura
reservada para quem gosta de
esportes radicaispor PEDRO IVO
BERNARDES
Os amantes de emoções fortes
já têm uma ótima opção para
elevar a adrenalina aqui mesmo em
Pernambuco. As cidades de
Taquaritinga do Norte, Pesqueira,
Riacho das Almas, Bezerros,
Carpina, Aliança e Vicência
oferecem aos seus visitantes a
possibilidade de voar e apreciar
a vista aérea de suas colinas. O
visitante pode optar pela
asa-delta ou parapente, salto de
pára-quedas sem avião. A
aventura custa R$ 50,00 e dura
cerca de 40 minutos, tempo
suficiente para se desfrutar da
incrível sensação de liberdade
proporcionada pelo vôo livre.
Em Vicência, na Mata Norte, a
110 quilômetros do Recife, o
vôo é praticado na Rampa
Josenildo Rufino, que fica na
Serra do Jundiá, no Engenho do
Jundiá. A rampa tem esse nome em
homenagem ao presidente da
Associação Pernambucana de Vôo
Livre, primeiro vicensense a
praticar o esporte e que hoje
inspira os jovens da cidade.
Para se chegar à rampa de
decolagem, a 340 metros de
altura, corta-se a cidade em
linha reta. Nesse percurso,
equipamentos, turistas e voadores
chamam a atenção dos moradores,
que fazem questão de
cumprimentar o grupo. Jó e sua
turma são os ídolos das
crianças do lugar, que sempre
acompanham cada etapa do esporte.
O mascote do grupo, o jovem
Webio, 13 anos, chega cedo e
ajuda na montagem do equipamento
e na decolagem. Webio já
experimentou o vôo duplo e
garante que vai estar voando
sozinho em breve. "Ficamos
aqui torcendo e, quando eles
conseguem entrar nas nuvens, a
gente desce com o resgate e vai
buscá-los", orgulha-se. A
asa delta oferece uma bela vista
da cidade e dos municípios
vizinhos. "A beleza é tanta
que as pessoas chegam aqui e têm
vontade de voar, mesmo sem
asas", diz uma visitante.
Josenildo Rufino, o Jó,
garante que quem tem algo além
da curiosidade e experimenta o
vôo nunca mais deixa de saltar.
Segundo a experiência do
fotógrafo Arnaldo Carvalho, que
voou pela primeira vez em
Vicência, a experiência mexe
com o sonho de Ícaro do homem.
"A sensação de não sentir
o chão sob os pés assusta, mas,
passado o impacto, o prazer da
liberdade supera o medo, e é só
curtir", relata.
SEGURANÇA - O esporte
não é mais inseguro como no
tempo dos pioneiros do vôo livre
no país. Hoje, além da asa, é
indispensável o uso de
equipamentos como pára-quedas,
rádio, altímetro, bússola,
variômetro, entre outros itens
de segurança e localização. A
preocupação com a segurança é
imprescindível, e apenas pessoas
experientes podem saltar.
O turista interessado na
loucura de experimentar o
parapente e pular de uma altura
de 340 metros deve procurar o
"asa" João Luiz
Miranda, único da região com
equipamento para saltos duplos. A
única exigência do instrutor é
que o "carona" tenha
peso compatível com a capacidade
da asa. Quem for sensível à
emoções fortes também deve
evitar o esporte, além de
pessoas suscetíveis à
convulsões. Aprovado o plano de
vôo, aperte os cintos e curta 40
minutos de pura adrenalina.
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