...................................................................- ..-Jornal do Commercio, Recife, 26 de fevereiro de 1998
  VÔO LIVRE
Aventura reservada para quem gosta de esportes radicais

por PEDRO IVO BERNARDES

Os amantes de emoções fortes já têm uma ótima opção para elevar a adrenalina aqui mesmo em Pernambuco. As cidades de Taquaritinga do Norte, Pesqueira, Riacho das Almas, Bezerros, Carpina, Aliança e Vicência oferecem aos seus visitantes a possibilidade de voar e apreciar a vista aérea de suas colinas. O visitante pode optar pela asa-delta ou parapente, salto de pára-quedas sem avião. A aventura custa R$ 50,00 e dura cerca de 40 minutos, tempo suficiente para se desfrutar da incrível sensação de liberdade proporcionada pelo vôo livre.

Em Vicência, na Mata Norte, a 110 quilômetros do Recife, o vôo é praticado na Rampa Josenildo Rufino, que fica na Serra do Jundiá, no Engenho do Jundiá. A rampa tem esse nome em homenagem ao presidente da Associação Pernambucana de Vôo Livre, primeiro vicensense a praticar o esporte e que hoje inspira os jovens da cidade.

Para se chegar à rampa de decolagem, a 340 metros de altura, corta-se a cidade em linha reta. Nesse percurso, equipamentos, turistas e voadores chamam a atenção dos moradores, que fazem questão de cumprimentar o grupo. Jó e sua turma são os ídolos das crianças do lugar, que sempre acompanham cada etapa do esporte.

O mascote do grupo, o jovem Webio, 13 anos, chega cedo e ajuda na montagem do equipamento e na decolagem. Webio já experimentou o vôo duplo e garante que vai estar voando sozinho em breve. "Ficamos aqui torcendo e, quando eles conseguem entrar nas nuvens, a gente desce com o resgate e vai buscá-los", orgulha-se. A asa delta oferece uma bela vista da cidade e dos municípios vizinhos. "A beleza é tanta que as pessoas chegam aqui e têm vontade de voar, mesmo sem asas", diz uma visitante.

Josenildo Rufino, o Jó, garante que quem tem algo além da curiosidade e experimenta o vôo nunca mais deixa de saltar. Segundo a experiência do fotógrafo Arnaldo Carvalho, que voou pela primeira vez em Vicência, a experiência mexe com o sonho de Ícaro do homem. "A sensação de não sentir o chão sob os pés assusta, mas, passado o impacto, o prazer da liberdade supera o medo, e é só curtir", relata.

SEGURANÇA - O esporte não é mais inseguro como no tempo dos pioneiros do vôo livre no país. Hoje, além da asa, é indispensável o uso de equipamentos como pára-quedas, rádio, altímetro, bússola, variômetro, entre outros itens de segurança e localização. A preocupação com a segurança é imprescindível, e apenas pessoas experientes podem saltar.

O turista interessado na loucura de experimentar o parapente e pular de uma altura de 340 metros deve procurar o "asa" João Luiz Miranda, único da região com equipamento para saltos duplos. A única exigência do instrutor é que o "carona" tenha peso compatível com a capacidade da asa. Quem for sensível à emoções fortes também deve evitar o esporte, além de pessoas suscetíveis à convulsões. Aprovado o plano de vôo, aperte os cintos e curta 40 minutos de pura adrenalina.

---------------------

     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | Imagens do Dia |JC Debate | Roteiro | Weekend |
Bate-papo | Fale com o JC | Links | Busca | Calssificados