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OLINDA
A
apaixonante irreverência do
Carnavalpor ADELSON LUNA
Já está chegando a hora de
tirar a fantasia do guarda-roupa,
dar uma lavadinha naquele tênis
surrado, separar umas roupinhas
leves e se preparar
psicologicamente (pois,
fisicamente não dá mais tempo)
para subir e descer as ladeiras
da cidade Patrimônio Cultural da
Humanidade. Em Olinda acontece o
Carnaval mais democrático,
criativo e marcante de
Pernambuco, que este ano
homenageia a TV Jornal e o
diretor executivo José Mário
Austragésilo.
A cidade deve receber, este
ano, cerca de 300 mil foliões. O
leque de opções para quem quer
se divertir é variado:
maracatus, orquestras de frevo,
caboclinhos, escolas de samba,
afoxés, blocos tradicionais e
troças irreverentes, bonecos
gigantes e o espétaculo de
alegria e criatividade
proporcionado pela mutidão que
lota as pequenas ruas.
A disposição e a animação
dos foliões é algo que contagia
os turistas que chegam de outros
estados e de outros países.
Tanto que existe até grupo de
maracatu escocês e orquestra de
frevo dinamarquesa. Apesar de
não ter o mesmo feeling dos
músicos pernambucanos, os
gringos até que não fazem feio.
MUDANÇAS - Serão
cinco os focos de animação
oficiais, que começam a pegar
fogo na sexta de Carnaval -
encerrando-se na terça-feira. No
Varadouro, vão estar reunidos
grupos de maracatus; na Praça do
Jacaré, a atração é o frevo
de bloco; as orquestras de frevo
fazem a festa na Praça do Carmo;
os blocos afro mostram um pouco
da cultura negra no Fortim; na
Praça 12 de março, a
programação é dedicada aos
carnavalescos mirins. Todas essas
atrações começam às 20h.
Durante todo o dia, passarão
pela "Passarela
Natural" (que compreende 39
ruas, avenidas, ladeiras e largos
do sítio histórico de Olinda)
centenas de blocos, troças e
clubes carnvalescos. Dentre eles,
Pitombeira dos Quatro Cantos,
Elefante, Vassourinhas, Ceroulas,
Eu Acho é Pouco, Bacalhau do
Batata e Segura a Coisa.
Com a intenção de facilitar
a passagem das agremiações e
dos próprios foliões, a
prefeitura determinou que nenhuma
estrutura particular de
animação (ou seja: serviços de
som, bandas ou orquestras) pode
ser instalada nas ruas da cidade
alta pelos moradores ou
visitantes.
Este ano não será permitida
a venda de alimentos e bebibas ou
a instalação de mesas ou
balcões no sítio histórico,
sem a prévia autorização da
prefeitura. O tradicional
"mela-mela", que sempre
acontece nas terças-feiras, foi
proibido. Estacionar na Passarela
Natural, nem pensar. Outra
proibição - dessa vez, não
oficial - é não sair de casa
sem uma ou várias camisinhas na
bagagem, porque afinal, tem muita
gente bonita no vai e vem das
ladeiras e points da cidade alta.
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