...................................................................- ..-Jornal do Commercio, Recife, 26 de fevereiro de 1998
  OLINDA
A apaixonante irreverência do Carnaval

por ADELSON LUNA

Já está chegando a hora de tirar a fantasia do guarda-roupa, dar uma lavadinha naquele tênis surrado, separar umas roupinhas leves e se preparar psicologicamente (pois, fisicamente não dá mais tempo) para subir e descer as ladeiras da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Em Olinda acontece o Carnaval mais democrático, criativo e marcante de Pernambuco, que este ano homenageia a TV Jornal e o diretor executivo José Mário Austragésilo.

A cidade deve receber, este ano, cerca de 300 mil foliões. O leque de opções para quem quer se divertir é variado: maracatus, orquestras de frevo, caboclinhos, escolas de samba, afoxés, blocos tradicionais e troças irreverentes, bonecos gigantes e o espétaculo de alegria e criatividade proporcionado pela mutidão que lota as pequenas ruas.

A disposição e a animação dos foliões é algo que contagia os turistas que chegam de outros estados e de outros países. Tanto que existe até grupo de maracatu escocês e orquestra de frevo dinamarquesa. Apesar de não ter o mesmo feeling dos músicos pernambucanos, os gringos até que não fazem feio.

MUDANÇAS - Serão cinco os focos de animação oficiais, que começam a pegar fogo na sexta de Carnaval - encerrando-se na terça-feira. No Varadouro, vão estar reunidos grupos de maracatus; na Praça do Jacaré, a atração é o frevo de bloco; as orquestras de frevo fazem a festa na Praça do Carmo; os blocos afro mostram um pouco da cultura negra no Fortim; na Praça 12 de março, a programação é dedicada aos carnavalescos mirins. Todas essas atrações começam às 20h.

Durante todo o dia, passarão pela "Passarela Natural" (que compreende 39 ruas, avenidas, ladeiras e largos do sítio histórico de Olinda) centenas de blocos, troças e clubes carnvalescos. Dentre eles, Pitombeira dos Quatro Cantos, Elefante, Vassourinhas, Ceroulas, Eu Acho é Pouco, Bacalhau do Batata e Segura a Coisa.

Com a intenção de facilitar a passagem das agremiações e dos próprios foliões, a prefeitura determinou que nenhuma estrutura particular de animação (ou seja: serviços de som, bandas ou orquestras) pode ser instalada nas ruas da cidade alta pelos moradores ou visitantes.

Este ano não será permitida a venda de alimentos e bebibas ou a instalação de mesas ou balcões no sítio histórico, sem a prévia autorização da prefeitura. O tradicional "mela-mela", que sempre acontece nas terças-feiras, foi proibido. Estacionar na Passarela Natural, nem pensar. Outra proibição - dessa vez, não oficial - é não sair de casa sem uma ou várias camisinhas na bagagem, porque afinal, tem muita gente bonita no vai e vem das ladeiras e points da cidade alta.

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