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CAMINHÕES
Caminhões
distribuem riqueza pelo paísEles
não têm a mesma beleza e charme
dos carros de passeio, mas são
verdadeiros companheiros nas
longas viagens pelas estradas,
enfrentam uma vida dura e estão
sempre ampliando o intercâmbio
entre regiões, através do
transporte terrestre de carga. Os
caminhões, também afetados
pelas mudanças econômicas no
ano passado, tiveram um bom
começo em 1998. Os resultados se
devem, principalmente, à
aplicação dos métodos
utilizados pelas concessionárias
de veículos de pequeno porte,
melhor atendimento, preço e
facilidades na hora do pagamento.
Em época de grande
competitividade e pouco dinheiro
no mercado, o tratamento especial
dado ao cliente define os rumos
das revendedoras. A Norasa,
concessionária Mercedes-Benz no
Recife, deu uma mexida na sua
parte física e no
aperfeiçoamento de seus
funcionários. "Os
funcionários têm que ter muita
instrução hoje em dia",
garante o diretor comercial da
empresa, Rogério Soares.
Incluída no projeto da
Mercedes-Benz de
"concessionária do
futuro", a Norasa mantém
células (equipes distintas e
especializadas) para melhor
atendimento ao cliente, além de
um serviço de pós-venda que
recebe sugestões ou
reclamações. "É uma via
de mão dupla entre nós e o
usuário", comenta Rogério
Soares. A Mercedez detém 44% do
mercado de caminhões pesados em
Pernambuco. São os chamados
cavalo mecânico, utilizado no
transporte de cargas de longa
distância.
As vendas também cresceram
nesse período,por conta das
inovações nos caminhões,
assegura o gerente comercial da
GMC Caminhões Autonunes,
Abrahão Valério da Silva. Os
pesos pesados do asfalto, outrora
desconfortáveis e com aparência
bruta, ganharam design mais
modernos, motores eletrônicos,
cabines espaçosas e
principalmente, conforto para
atender as exigências dos
condutores. "O motorista tem
que ser bem tratado", afirma
Abrahão. A GMC opera com linhas
leves (caminhões com capacidade
de carga de 4 mil Kg, mais usado
no transporte de carga urbano) e
médios (carrega oito toneladas).
A empresa vendeu em 1997 4 mil
unidades e espera duplicar esse
número no final de 98. Ela
aposta no 15-190, caminhão leve
que será nacionalizado pela GM a
partir de junho.
Luiz Rolemberg, gerente da
Novepe, concessionária Scania,
espera impulsionar as vendas em
abril com a chegada da linha 4,
que será lançada em março. O
caminhão tem injeção
eletrônica.
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