.........................................................................-Jornal do Commercio, Recife, 01 de março de 1998
  CAMINHÕES
Caminhões distribuem riqueza pelo país

Eles não têm a mesma beleza e charme dos carros de passeio, mas são verdadeiros companheiros nas longas viagens pelas estradas, enfrentam uma vida dura e estão sempre ampliando o intercâmbio entre regiões, através do transporte terrestre de carga. Os caminhões, também afetados pelas mudanças econômicas no ano passado, tiveram um bom começo em 1998. Os resultados se devem, principalmente, à aplicação dos métodos utilizados pelas concessionárias de veículos de pequeno porte, melhor atendimento, preço e facilidades na hora do pagamento.

Em época de grande competitividade e pouco dinheiro no mercado, o tratamento especial dado ao cliente define os rumos das revendedoras. A Norasa, concessionária Mercedes-Benz no Recife, deu uma mexida na sua parte física e no aperfeiçoamento de seus funcionários. "Os funcionários têm que ter muita instrução hoje em dia", garante o diretor comercial da empresa, Rogério Soares. Incluída no projeto da Mercedes-Benz de "concessionária do futuro", a Norasa mantém células (equipes distintas e especializadas) para melhor atendimento ao cliente, além de um serviço de pós-venda que recebe sugestões ou reclamações. "É uma via de mão dupla entre nós e o usuário", comenta Rogério Soares. A Mercedez detém 44% do mercado de caminhões pesados em Pernambuco. São os chamados cavalo mecânico, utilizado no transporte de cargas de longa distância.

As vendas também cresceram nesse período,por conta das inovações nos caminhões, assegura o gerente comercial da GMC Caminhões Autonunes, Abrahão Valério da Silva. Os pesos pesados do asfalto, outrora desconfortáveis e com aparência bruta, ganharam design mais modernos, motores eletrônicos, cabines espaçosas e principalmente, conforto para atender as exigências dos condutores. "O motorista tem que ser bem tratado", afirma Abrahão. A GMC opera com linhas leves (caminhões com capacidade de carga de 4 mil Kg, mais usado no transporte de carga urbano) e médios (carrega oito toneladas). A empresa vendeu em 1997 4 mil unidades e espera duplicar esse número no final de 98. Ela aposta no 15-190, caminhão leve que será nacionalizado pela GM a partir de junho.

Luiz Rolemberg, gerente da Novepe, concessionária Scania, espera impulsionar as vendas em abril com a chegada da linha 4, que será lançada em março. O caminhão tem injeção eletrônica.

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