PLANOS DE SAÚDE
Relatório
do plano de saúde é contra
carênciaBRASÍLIA - A
abertura do mercado de planos de
saúde ao capital estrangeiro e a
manutenção dos planos mínimos
de atendimento ambulatorial,
hospitalar, obstétrico e
odontológicos poderão fazer
parte do relatório do senador
Sebastião Rocha (PDT/AP). Ele
apresenta seu texto amanhã à
Comissão de Assuntos Sociais do
Senado. Contrário a esses pontos
do projeto de regulamentação
aprovado pela Câmara, Rocha
anunciou ontem, disposição de
recuar.
Como
compensação, o senador exige
que o Governo assuma o
compromisso de ajudá-lo a
aprovar três pontos de seu
relatório. Um deles é a
retirada do prazo de três dias
de carência para tratamentos de
urgência e emergência. Os
outros dois pontos são a
garantia de atendimento de alta
complexidade pelo plano
hospitalar e a realização de
transplantes, órteses e
próteses pelo plano de
referência. O senador quer ainda
o fim da exigência de dez anos
de contribuição para os maiores
de 60 anos deixarem de ter suas
mensalidades reajustadas ao mudar
de faixa etária.
Rocha já
apresentou essa proposta ao
senador Romero Jucá (PFL/RR),
indicado pelo Governo como
negociador do projeto dos planos
de saúde na CAS. O ministro da
Saúde, José Serra, o senador
Jucá e integrantes da equipe
econômica, avaliarão hoje a
proposta do relator. Essa
reunião é decisiva porque
amanhã a comissão, integrada em
sua maioria por senadores da base
governista, votará a
regulamentação dos planos de
saúde. O Governo tanto pode
apoiar o relator como disputar no
voto a aprovação do projeto
como veio da Câmara.
"É melhor
negociar do que brigar",
disse Jucá ontem. Segundo ele,
dificilmente o Governo poderá
aceitar acabar com o reajuste dos
associados com mais de 60 anos,
independentemente do tempo de
contribuição. Ele diz que a
mudança forçaria os planos a
atualizarem as mensalidades de
todos os usuários. "É
injusto", protesta Rocha. E
lembra que, ao comprar um plano
aos 55 anos, já se começa a
pagar valores mais altos.