- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de maio de 1998

ARTES CÊNICAS
Para conhecer melhor o Panacéia

Projeto Memórias da Cena Pernambucana - O Teatro de Grupo recebe nesta terça-feira alguns dos membros do Grupo Panacéia, que tem em Romildo Moreira, atual chefe do departamento de Artes Cênicas da Fundação de Cultura Cidade do Recife, um de seus principais expoentes. A palestra, a 10ª que se realiza dentro do projeto, acontece no Teatro Arraial, a partir das 19h.

A idéia da palestra é a apresentação do próprio grupo, com a discussão sobre seu funcionamento, o trabalho de equipe e o próprio histórico de repertório. Panacéia, pelo Aurélio, tem significado que nos remete à pluralidade e a diversidade, e era essa a proposta do grupo enquanto companhia.

A formação data de 1976. A equipe começou a se formar numa mesa de bar - mais precisamente o Mustang - tendo nas figuras de Romildo Moreira, Danilo Sette, Gilson Santos, Triana Cavalcanti, Márcio Renet e Lúcio Flávio Rios os mentores do projeto, que tinha sede, comissão de diretoria e perspectivas de apresentações em casas de espetáculos.

DAMA DE COPAS - Inicialmente ocuparam uma sala do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco e estrearam em cena com Na Roça Era Assim, escrito e dirigido por Moreira, um ano depois de sua formação. O segundo trabalho fez história por marcar a estréia profissional da atriz Augusta Ferraz, um dos grandes nomes do teatro local. O espetáculo era A Dama de Copas e o Rei de Cuba, de Timochenko Wehbi, também dirigido pelo mesmo Romildo Moreira.

Como existia essa proposta de interpretar, cantar, tocar e dançar, quase todas as produções da Panacéia foram de musicais, com exceção da terceira e mais famosa montagem: Os Filhos de Kennedy, do americano Robert Patrick, também dirigida por Moreira, e tendo no elenco o então estreante João Falcão. Mas também há espetáculos infantis no currículo da companhia, como Ninar, Adormecer e Sonhar e Canteiros.

Um outro grande sucesso foi A Barca de Ouro, de Hermilo Borba Filho, dirigido por quem? Romildo Moreira. A equipe era composta por 17 atores e cinco técnicos e chegou a se ver na televisão depois que a TV Educativa, do Rio de Janeiro, gravou e o exibiu no programa Teleteatro.

Registre-se, também, a montagem de O Drama das Camélias, uma co-produção com integrantes do Vivencial Diversiones e direção de Américo Barreto. Isso em 1986. O canto do cisne foi Maracatu Panacéia S/A e, desde então, o grupo deu um tempo em produções, apesar de existir juridicamente.

Serviço:

O que: Memórias da Cena Pernambucana - O Teatro de Grupo Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, Boa Vista) Quando: Hoje, 19h Quanto: De graça

 
     

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