- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - -- - - ---Jornal do Commercio - Recife, 05 de maio de 1998

VIOLÊNCIA
Bancária perde o controle do carro e morre presa às ferragens

Um acidente automobilístico ocorrido na Avenida Abdias de Carvalho, na pista do sentido cidade/subúrbio, por volta das 8h30 de ontem, deixou como saldo a morte da bancária Maria Zildeni Coelho Mororó, 43 anos, que residia na Rua Jornalista Edmundo Bittencourt, 75, na Boa Vista. Ela dirigia o Uno Mille azul marinho, placas KGF-2252, quando perdeu o controle da direção e se chocou contra uma mureta de concreto que protegia um poste de alta tensão. Com o impacto, o veículo ficou totalmente destruído na parte frontal, em especial do lado da motorista, e o vidro dianteiro foi jogado a uma distância de cerca de cinco metros. A bancária morreu poucos minutos após o acidente, em conseqüência de traumatismo craniano.

De acordo com pedestres que passavam pelo local no momento do abalroamento, Maria Zildeni Mororó tentava fazer uma ultrapassagem, quando, perdendo o controle do veículo, acabou batendo na mureta, localizada no lado esquerdo da pista. Segundo familiares da vítima, ela estava indo de casa para o trabalho, no caminho que fazia diariamente. A bancária era funcionária do posto de serviços do Banco do Brasil localizado na Chesf.

A primeira pessoa a tentar socorrer a vítima foi o carregador da Ceasa Roberto Melo da Silva, 44 anos. Emocionado, ele contou que a bancária ainda chegou a pedir por socorro antes de falecer. "Ela falou bem baixinho, com a voz já sumindo, pedindo para que a levassem para um hospital. Não deu nem tempo de tirá-la do carro, porque ela fechou os olhos e morreu". O carregador Roberto Melo da Silva estava com sangue e pedaços de massa encefálica por toda a roupa e braços.

Segundo o perito do Instituto de Criminalística (IC) Antônio Paulo Campelo, a bancária sofreu traumatismo craniano e fraturas expostas na perna direita. "Só após a realização de necropsia é que, no entanto, poderemos precisar a dimensão dos ferimentos", afirmou.

O acidente parou o trânsito da Avenida Abdias de Carvalho por algumas horas, e curiosos e motoristas chegaram a atrapalhar o trabalho dos policiais. Peritos do IC perderam a paciência com os transeuntes e gritaram para que eles se afastassem do local. Muito abalado, o marido da vítima, Tadeu Mororó, acompanhado de familiares, assistiu à remoção do corpo para o Instituto de Medicina Legal (IML).


     

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