VIOLÊNCIA
Bancária
perde o controle do carro e morre
presa às ferragensUm acidente
automobilístico ocorrido na
Avenida Abdias de Carvalho, na
pista do sentido
cidade/subúrbio, por volta das
8h30 de ontem, deixou como saldo
a morte da bancária Maria
Zildeni Coelho Mororó, 43 anos,
que residia na Rua Jornalista
Edmundo Bittencourt, 75, na Boa
Vista. Ela dirigia o Uno Mille
azul marinho, placas KGF-2252,
quando perdeu o controle da
direção e se chocou contra uma
mureta de concreto que protegia
um poste de alta tensão. Com o
impacto, o veículo ficou
totalmente destruído na parte
frontal, em especial do lado da
motorista, e o vidro dianteiro
foi jogado a uma distância de
cerca de cinco metros. A
bancária morreu poucos minutos
após o acidente, em
conseqüência de traumatismo
craniano.
De acordo com
pedestres que passavam pelo local
no momento do abalroamento, Maria
Zildeni Mororó tentava fazer uma
ultrapassagem, quando, perdendo o
controle do veículo, acabou
batendo na mureta, localizada no
lado esquerdo da pista. Segundo
familiares da vítima, ela estava
indo de casa para o trabalho, no
caminho que fazia diariamente. A
bancária era funcionária do
posto de serviços do Banco do
Brasil localizado na Chesf.
A primeira
pessoa a tentar socorrer a
vítima foi o carregador da Ceasa
Roberto Melo da Silva, 44 anos.
Emocionado, ele contou que a
bancária ainda chegou a pedir
por socorro antes de falecer.
"Ela falou bem baixinho, com
a voz já sumindo, pedindo para
que a levassem para um hospital.
Não deu nem tempo de tirá-la do
carro, porque ela fechou os olhos
e morreu". O carregador
Roberto Melo da Silva estava com
sangue e pedaços de massa
encefálica por toda a roupa e
braços.
Segundo o
perito do Instituto de
Criminalística (IC) Antônio
Paulo Campelo, a bancária sofreu
traumatismo craniano e fraturas
expostas na perna direita.
"Só após a realização de
necropsia é que, no entanto,
poderemos precisar a dimensão
dos ferimentos", afirmou.
O acidente
parou o trânsito da Avenida
Abdias de Carvalho por algumas
horas, e curiosos e motoristas
chegaram a atrapalhar o trabalho
dos policiais. Peritos do IC
perderam a paciência com os
transeuntes e gritaram para que
eles se afastassem do local.
Muito abalado, o marido da
vítima, Tadeu Mororó,
acompanhado de familiares,
assistiu à remoção do corpo
para o Instituto de Medicina
Legal (IML).