JUSTIÇA
CTU
contesta valor da indenização
de garotaA Companhia de
Transportes Urbanos (CTU)
recorreu, junto ao Tribunal de
Justiça, da sentença que obriga
a empresa a pagar uma
indenização no valor de R$ 94
mil à menor Natália Azevedo da
Costa, 4 anos, que teve as pernas
esmagadas por um ônibus da CTU.
No pedido de apelação, a
empresa alega que os cálculos
utilizados para definir o valor
da indenização estão errados,
principalmente em relação à
perspectiva de vida da garota,
fixada, segundo a CTU, em 65
anos. A contraproposta da empresa
defende o pagamento de um
salário mínimo, por mês, e de
todas as despesas com tratamento
médico, transporte, hospital e
colocação de prótese.
O assessor
jurídico da CTU, João Carlos
Regueira, disse que a companhia
não está se recusando a pagar
uma indenização, mas que tudo
deve ser calculado em cima de
valores que se aproximem da
realidade. "Pela sentença,
a empresa era obrigada a pagar
por antecipação, uma vez que a
menina hoje tem apenas 4
anos", explica. Ele disse
que, a pedido do prefeito do
Recife, Roberto Magalhães, o
problema vem sendo acompanhado de
perto pelo presidente da CTU,
Celso Miranda. "Queremos
encontrar um solução para o
impasse o mais rápido
possível", observou João
Regueira.
O pai de
Natália, Carlos Laurentino da
Costa, lamentou a atitude da CTU
e afirmou que o pedido de
apelação só vai prejudicar
ainda mais a situação da
menina. "Estou precisando
levá-la, no próximo mês, para
Brasília, onde será feita uma
nova prótese das pernas, mas
não tenho dinheiro para a
viagem", afirmou. Ele disse
que vai continuar nas portas das
empresas, pedindo qualquer tipo
de ajuda para que a menor não
fique sem tratamento. "O
pior é que muitas pessoas vão
ficar pensando que eu recebi o
dinheiro da indenização e podem
até se recusar a ajudar minha
filha", observou.