AGROPECUÁRIA
Hidroplante
adapta estufa a clima quentepor PEDRO IVO
BERNARDES
Da Editoria JC Atende
A plasticultura
- utilização de materiais
plásticos na agricultura - vem
proporcionando uma produtividade
maior no setor agrícola
brasileiro. No Nordeste, a
tecnologia vem sendo difundida
pela Hidroplante, que trabalha na
área há pouco mais de três
anos. A novidade é que a empresa
produz um tipo de estufa que tem
uma finalidade diferente da
utilizada no Sul do país e
Europa, geralmente voltada para
produzir calor. O novo modelo,
rebatizado de túnel alto, foi
desenvolvido com a finalidade de
proteger a lavoura do ataque de
pragas, mas também serve para
compactação e climatização de
canteiros.
Na Europa, a
estufa é usada como proteção
contra o frio, principal causa de
grandes perdas na produtividade
nas lavouras. No Sul do país, a
proposta implementada é a mesma,
acrescentando-se a proteção
contra "veranicos",
chuvas de verão que chegam a
arrasar plantações inteiras.
Após as adaptações, a estufa
para o clima nordestino chega a
manter a temperatura interna
resfriada a 25 graus, ou menos de
acordo com a necessidade da
cultura.
Segundo o
engenheiro agrônomo da
Hidroplante, George Hércules de
Melo, a tecnologia é novidade no
País, principalmente pela visão
extensiva da agricultura
brasileira. "A agricultura
no País é centrada na grande
plantação. Assim temos grandes
áreas cafeeiras, açucareiras,
além de grandes lavouras de soja
e pastagem, que embora ocupem
grandes áreas, demandam poucos
investimentos em
tecnologia", explica.
VANTAGENS -
Para Melo, a grande vantagem da
plasticultura é o melhor
controle das pragas e a economia
com o consumo de agrotóxicos,
além da regulação interna da
umidade e temperatura.
"Esses fatores permitem a
produção a qualquer tempo do
ano, em qualquer clima, com
colheitas programadas para um
mercado que exige, cada vez mais,
qualidade e regularidade."
afirma. A versatilidade do
sistema o habilita para qualquer
região ou microregião. Em
Pernambuco, garante, a estufa se
adapta bem ao clima quente e
úmido do litoral, ao frio-seco
do Agreste e ao quente-seco do
Sertão, com a mesma qualidade.
A estufa ou
túnel alto consiste em galpões
cobertos por lonas plásticas e
cercadas por telas que isolam os
canteiros plantados. Além disso,
a tecnologia possibilita a
irrigação localizada com
comandos automatizados e
fertirrigação, o que diminui a
necessidade de contato com a
plantação. Para o também
engenheiro agrônomo, Durval
Cézar de Lima, apenas essas
vantagens já justificariam a
opção pela tecnologia, pois
aumenta a vida útil dos
equipamentos de irrigação,
além dar maior qualidade do
produto.
Entre as
culturas atualmente em expansão,
as hortaliças estão em franco
crescimento, seja por mudança de
hábito alimentar ou por maiores
cuidados com a saúde, gerando
uma necessidade maior de
produção e o conseqüente
investimento em tecnologia e
qualidade. Os principais clientes
do produtor de horticulturas são
as redes de fast-foods,
supermercados, entre outros.
Sobretudo, se o produto em
questão for a hortaliça nobre
como a alface americana, o
tomate-caqui, o pimentão
colorido e o pepino japonês,
produtos muito valorizados,
produzidos principalmente em São
Paulo e Brasília.
PRODUTIVIDADE
- O uso da estufa permite uma
produtividade dez vezes maior do
que alcançada em campo aberto.
Estudos realizados em Brasília
com o pimentão colorido
apontaram uma produtividade de 26
toneladas por hectare em campo
aberto e 210 toneladas em estufa.
"Esse ganho na produtividade
justifica o investimento inicial
um pouco alto, porém com duas
safras o investimento é
recuperado. O que não é
difícil, já que se pode
produzir o ano inteiro",
argumenta o Melo.
SERVIÇO:
Hidroplante/Aquanor
- Fone:(081) 471-5700 ou (071)
224-2545