SUDENE II
Finor
conta com um orçamento de R$ 493
milhões para este anoO principal instrumento
que a Sudene tem hoje para
alavancar o desenvolvimento da
região é o Finor - Fundo de
Investimentos do Nordeste, que
tem este ano um orçamento
previsto de R$ 493 milhões.
Atualmente, o Fundo tem 298
empresas em implantação e um
saldo de recomendação de R$ 435
milhões. O saldo de
recomendação é a quantidade de
recursos que a autarquia tem que
pagar as empresas para a
implantação dos projetos.
"Nunca o Finor esteve tão
bem", disse ontem o diretor
de administração de incentivos
da autarquia, Roldão Torres.
O Fundo faz uma
liberação média de R$ 35
milhões por mês e tem
atualmente em caixa cerca de R$
100 milhões. Há quatro anos, o
Finor já chegou a ter um saldo
de recomendação que era oito
vezes maior do que o seu
orçamento. Os recursos do Finor
vinham crescendo em média 40%
desde 94, mas tiveram um corte de
25% no ano passado devido a uma
determinação do Governo
Federal, que incluiu a
diminuição dos recursos dos
fundos regionais no pacote
divulgado em outubro último.
O maior
problema do fundo é que a origem
dos seus recursos através do
Imposto de Renda só será
possível até o ano 2013, caso
não seja alterada a lei que rege
o Finor. A outra fonte de
recursos que podem ser aplicados
para refinanciar o Fundo são as
debêntures, títulos de crédito
emitido pelas empresas nos quais
os projetos têm que pagar 12% do
total do investimento.
Em 38 anos, o
Finor colocou R$ 14 bilhões na
região, que representaram um
investimento total de R$ 64
bilhões. No ano passado, um
projeto do Finor foi concluído a
menos de três dias. As empresas
do sistema têm duas
fiscalizações semestrais. Os
critérios de aprovação de
projeto são objetivos como a
competitividade, consolidar as
cadeias produtivas já existentes
e incremento das exportações.
Todos os critérios têm uma
pontuação e isso eliminou a
influência política na
aprovação dos projetos do
Fundo.