- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de maio de 1998

ELEIÇÃO
Mororó anuncia apoio de 20 sindicatos a sua chapa

Faltando apenas uma semana para a votação, a eleição da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) começam a esquentar. O candidato de oposição, o empresário Edson Mororó, presidente da Acumuladores Moura, garante que até a sexta-feira poderá contabilizar todos os votos necessários para ganhar a disputa. Mororó fez uma avaliação da campanha e, segundo ele, já são 20 os sindicatos patronais engajados com sua candidatura.

"A inscrição de minha chapa representou a primeira derrota de Armando Monteiro Neto", afirmou, referindo-se ao candidato de situação, que tenta o terceiro mandato frente a Fiepe. Mororó argumenta que seus correligionários tiveram dificuldades para formar a chapa, devido a atuação de pessoas ligadas a Monteiro, que teriam pressionado alguns empresários. "Conseguiram arrancar empresários que já tinham se comprometido conosco", acusa Mororó.

No ataque ao candidato da situação, Mororó garante que vai assumir a presidência da Fiepe em 18 de junho - prazo mínimo estabelecido nos estatutos da instituição. "Não vamos deixar a casa acéfala". A provocação faz referência às pretensões políticas de Armando Monteiro que é candidato a deputado federal e tem o direito, também previsto no estatuto, de adiar sua posse até novembro, quando as eleições já terão passado.

SITUAÇÃO - O empresário Armando Monteiro recebeu com tranqüilidade as críticas feitas por seu adversário. De acordo com ele, não há porque se surpreender com a formação da chapa de oposição. "Surpreso eu estaria se, num universo de 160 pessoas, Edson Mororó não conseguisse 29 nomes para compor sua chapa", devolve.

Munido dos números da campanha, Monteiro garante estar seguro de sua reeleição. Segundo ele, entre os 40 sindicatos que estão representados nas duas chapas, 29 estão só com a situação e 4, apenas com a oposição. "Dá para acreditar que as pessoas vão votar contra si mesmas?", indaga.

No clima de provocações, Monteiro diz que "não existe candidatura de oposição, mas candidato de oposição". A distinção, de acordo com ele, diz respeito a existência de uma "base programática" para o seu adversário. Quanto a acusação de haver pressão para que os delegados sindicais mudassem de posição, Monteiro afirma que não tem "36 votos por pressão aos eleitores". Segundo ele, esta afirmação "desabona a conduta dos empresários pernambucanos".


     

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