ELEIÇÃO
Mororó
anuncia apoio de 20 sindicatos a
sua chapaFaltando apenas uma
semana para a votação, a
eleição da Federação das
Indústrias de Pernambuco (Fiepe)
começam a esquentar. O candidato
de oposição, o empresário
Edson Mororó, presidente da
Acumuladores Moura, garante que
até a sexta-feira poderá
contabilizar todos os votos
necessários para ganhar a
disputa. Mororó fez uma
avaliação da campanha e,
segundo ele, já são 20 os
sindicatos patronais engajados
com sua candidatura.
"A
inscrição de minha chapa
representou a primeira derrota de
Armando Monteiro Neto",
afirmou, referindo-se ao
candidato de situação, que
tenta o terceiro mandato frente a
Fiepe. Mororó argumenta que seus
correligionários tiveram
dificuldades para formar a chapa,
devido a atuação de pessoas
ligadas a Monteiro, que teriam
pressionado alguns empresários.
"Conseguiram arrancar
empresários que já tinham se
comprometido conosco", acusa
Mororó.
No ataque ao
candidato da situação, Mororó
garante que vai assumir a
presidência da Fiepe em 18 de
junho - prazo mínimo
estabelecido nos estatutos da
instituição. "Não vamos
deixar a casa acéfala". A
provocação faz referência às
pretensões políticas de Armando
Monteiro que é candidato a
deputado federal e tem o direito,
também previsto no estatuto, de
adiar sua posse até novembro,
quando as eleições já terão
passado.
SITUAÇÃO -
O empresário Armando Monteiro
recebeu com tranqüilidade as
críticas feitas por seu
adversário. De acordo com ele,
não há porque se surpreender
com a formação da chapa de
oposição. "Surpreso eu
estaria se, num universo de 160
pessoas, Edson Mororó não
conseguisse 29 nomes para compor
sua chapa", devolve.
Munido dos
números da campanha, Monteiro
garante estar seguro de sua
reeleição. Segundo ele, entre
os 40 sindicatos que estão
representados nas duas chapas, 29
estão só com a situação e 4,
apenas com a oposição.
"Dá para acreditar que as
pessoas vão votar contra si
mesmas?", indaga.
No clima de
provocações, Monteiro diz que
"não existe candidatura de
oposição, mas candidato de
oposição". A distinção,
de acordo com ele, diz respeito a
existência de uma "base
programática" para o seu
adversário. Quanto a acusação
de haver pressão para que os
delegados sindicais mudassem de
posição, Monteiro afirma que
não tem "36 votos por
pressão aos eleitores".
Segundo ele, esta afirmação
"desabona a conduta dos
empresários pernambucanos".