- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de maio de 1998

EMPREGO
Triplica o fechamento de vagas formais no Estado

por ALEX GOMES

Os números oficiais do saldo entre o fechamento e a abertura de postos formais de trabalho, nos dois primeiros meses do ano, em Pernambuco, triplicaram negativamente em relação ao mesmo período de 97. Ano passado, no começo de 97, Pernambuco teve um saldo negativo de 6,4 mil postos de trabalho com registro formal da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Em janeiro e fevereiro de 98, o número foi de 19,1 mil postos de trabalho à menos. São os empregos com carteira assinada, do regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

"O Governo Federal utiliza estes números para determinar iniciativas como o contrato temporário de trabalho, o banco de horas e o aumento das cotas de pagamento do seguro-desemprego, que agora tem seis parcelas. Com o novo ministro, Edward Amadeo, esperamos outras iniciativas", explica a delegada regional do Trabalho em Pernambuco, Inês Avelar.

A queda no Nordeste foi de 1,28%, com saldo negativo de 38,2 mil vagas com carteira assinada em janeiro e fevereiro de 98, contra 0,61% no mesmo período de 97, quando o saldo negativo foi de 18,2 mil vagas.

Na soma do ano de 97, o Nordeste manteve-se estável, com queda de apenas 0,04% em relação a 96, enquanto em Pernambuco o índice caiu 1,21%. Em todo o País, só no Centro-Oeste houve saldo positivo de 16,1 mil vagas formais de emprego ano passado.

SETORES - Pernambuco e Alagoas foram os estados nordestinos que tiveram os maiores saldos negativos entre fechamento e abertura de vagas: 7,69 mil e 7,64 mil, respectivamente. Registraram aumentos em 97, em Pernambuco, o setor de serviços, com 2.040 postos a mais, e o comércio, com mais 1.325 postos. O crescimento nestes segmentos não foi suficiente para compensar o setor de indústrias, que fechou 9.652 postos de trabalho.

A base de dados geradora dos números é o Caged - Cadastro Geral de Empregos, resultado da Lei 4923/65, que obriga as empresas à comunicarem a movimentação de funcionários até o dia 15 do mês seguinte ao registro.

"Estes números podem conter um desvio de até 20%, por conta da não-declaração de funcionários empregados e demitidos pelas empresas" declarou a diretora da Divisão de Emprego e Formação Profissional da DRT, Maria Goretti de Oliveira.


     

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