EMPREGO
Triplica
o fechamento de vagas formais no
Estadopor ALEX GOMES
Os números
oficiais do saldo entre o
fechamento e a abertura de postos
formais de trabalho, nos dois
primeiros meses do ano, em
Pernambuco, triplicaram
negativamente em relação ao
mesmo período de 97. Ano
passado, no começo de 97,
Pernambuco teve um saldo negativo
de 6,4 mil postos de trabalho com
registro formal da Delegacia
Regional do Trabalho (DRT). Em
janeiro e fevereiro de 98, o
número foi de 19,1 mil postos de
trabalho à menos. São os
empregos com carteira assinada,
do regime da Consolidação das
Leis Trabalhistas (CLT).
"O Governo
Federal utiliza estes números
para determinar iniciativas como
o contrato temporário de
trabalho, o banco de horas e o
aumento das cotas de pagamento do
seguro-desemprego, que agora tem
seis parcelas. Com o novo
ministro, Edward Amadeo,
esperamos outras
iniciativas", explica a
delegada regional do Trabalho em
Pernambuco, Inês Avelar.
A queda no
Nordeste foi de 1,28%, com saldo
negativo de 38,2 mil vagas com
carteira assinada em janeiro e
fevereiro de 98, contra 0,61% no
mesmo período de 97, quando o
saldo negativo foi de 18,2 mil
vagas.
Na soma do ano
de 97, o Nordeste manteve-se
estável, com queda de apenas
0,04% em relação a 96, enquanto
em Pernambuco o índice caiu
1,21%. Em todo o País, só no
Centro-Oeste houve saldo positivo
de 16,1 mil vagas formais de
emprego ano passado.
SETORES -
Pernambuco e Alagoas foram os
estados nordestinos que tiveram
os maiores saldos negativos entre
fechamento e abertura de vagas:
7,69 mil e 7,64 mil,
respectivamente. Registraram
aumentos em 97, em Pernambuco, o
setor de serviços, com 2.040
postos a mais, e o comércio, com
mais 1.325 postos. O crescimento
nestes segmentos não foi
suficiente para compensar o setor
de indústrias, que fechou 9.652
postos de trabalho.
A base de dados
geradora dos números é o Caged
- Cadastro Geral de Empregos,
resultado da Lei 4923/65, que
obriga as empresas à comunicarem
a movimentação de funcionários
até o dia 15 do mês seguinte ao
registro.
"Estes
números podem conter um desvio
de até 20%, por conta da
não-declaração de
funcionários empregados e
demitidos pelas empresas"
declarou a diretora da Divisão
de Emprego e Formação
Profissional da DRT, Maria
Goretti de Oliveira.