DIVERSIFICAÇÃO
O
frevo toca fogo nos pernambucanosO frevo é, por
excelência, um ritmo
genuinamente pernambucano, até
por só existir no Estado. O que
ninguém poderia imaginar é que
o ritmo - que hoje garante a
alegria do Carnaval - surgiu a
partir de disputas acirradas, às
vezes violentas, entre bandas
militares. Os conflitos
aconteceram no final do século
passado. No século XX, a
sombrinha que era arma, virou
adereço colorido. Das lutas de
capoeira surgiram os passos
geométricos e ritmados. A pressa
em pronunciar o verbo ferver, deu
origem ao nome: frevo.
É com este
passado de lutas que o ritmo
tornou-se um dos mais populares
do Estado. O seu período de
reinado é o Carnaval, quando as
orquestras (com um naipe de
metais e percussão) tomam as
ruas de todo o Estado para agitar
os foliões. Querido dos
pernambucanos, o frevo ganhou
estilos, que se caracterizam pela
intensidade e velocidade do
toque. São três categorias:
frevo-de-rua, frevo-de-bloco e o
frevo-canção.
O primeiro não
possui letra. O acorde dos
instrumentos de sopro, sempre
executados de forma rápida,
caracteriza o estilo. O mais
conhecido é Vassourinhas, de
Matias Rocha. A música é um dos
hinos do Carnaval pernambucano.
O
frevo-de-bloco traz na sua
orquestra instrumentos de corda,
como violão, cavaquinho e bajo.
Foi nesta categoria que se
revelaram alguns dos mais famosos
compositores pernambucanos, como
Nélson Ferreira e os irmãos
Valença.
Mais lento, o
frevo-canção se parece com as
marchinhas cariocas. A
semelhança também se aplica às
letras, com enredo fácil de ser
assimilado pelo público. Um dos
mestres neste estilo é Capiba. A
nova geração de compositores de
frevo é formada por gente famosa
como Alceu Valença.