DIVERSIFICAÇÃO II
Forró
fala com molejo do cotidiano dos
nordestinosEnquanto o frevo reina
no Carnaval, o forró é absoluto
no ciclo junino. A mistura
acertada entre sanfona, zabumba e
triângulo garante a tradição e
o ritmo dos pernambucanos nos
festejos do mês de junho. O
enredo fala, geralmente, do
cotidiano dos nordestinos e do
dia-a-dia nas cidades do
interior. A dança é feita entre
casais que, abraçados, embalam
passos pra lá e pra cá no
salão. A sincronia e o molejo
são essenciais para os
dançarinos.
A palavra
forró era, no início, o nome do
local onde se dançava este
ritmo. O verbete veio do inglês
for all, nome de festas
organizadas por americanos, onde
era aberta a participação dos
nordestinos.
Um dos maiores
representantes deste ritmo é o
pernambucano Luiz Gonzaga,
também conhecido como Gonzagão
ou Seu Lula. O sanfoneiro é
responsável, ao lado do
compositor Zé Dantas, por
grandes sucessos, como Asa
Branca, Respeita Januário e
Riacho do Navio. Seu trabalho vem
sendo seguido por outro
sanfoneiro, Dominguinhos, que é
tido como um "filho" de
Gonzaga.
Indispensável
nas rodas de festas do interior e
da capital, o forró passou de
geração a geração e já é
executado por grupos formados por
jovens. Bons exemplos desta nova
safra são as bandas Mestre
Ambrósio, Quenga de Coco e a
Chão e Chinelo. Entre músicos,
podemos citar Flávio José,
Alcymar Monteiro, Maciel Melo e
Petrúcio Amorim que, atualmente,
respondem por boa parte das
composições de forró.
Apesar de ser
uma música tradicional no
período junino, o forró vem
sendo bem executado em outras
épocas do ano.