2º ECO ESPORTES II
Dois
malucos vivem para vencer limitesPara praticar esportes
radicais, ter espírito de
aventura é essencial. Mas,
alguns ultrapassam os limites e
ganham denominações extras:
loucos, malucos, por exemplo. É
o caso dos paulistas Sabiá e
Formiga, que não se cansam de
romper barreiras. Por que os
apelidos? Um voa e o outro mais
parece a Formiga Atômica, do
desenho animado da Hannah
Barbera.
Sabiá, entre
outras coisas, contabiliza no
currículo algumas loucuras,
entre elas, saltos da Cachoeira
da Fumaça, na Chapada Diamantina
(420 m); de uma torre de
televisão em Brasília; de
prédios em São Paulo e, a
última, da ponte mais alta do
Brasil, divisa de Bahia e
Alagoas. Os pulos são feitos com
pára-quedas especiais. Como a
altura é relativamente pequena,
ele salta com o pára-quedas na
mão e o mesmo, imediatamente, se
abre. Seu tempo de queda livre é
de apenas três segundos. O
esporte é conhecido como base
jump.
"Ao lado
do companheiro Sabiá, cujo nome
é Luís Henrique Tapajós, outro
"maluco" rompe limites.
É Luís Roberto Moraes,
conhecido como Formiga. Com 34
anos, leva a vida do jeito que
mais gosta. "Não participo
muito de competições, gosto de
aventuras. É mais astral",
diz.
Mas, nem sempre
foi assim. Formiga já foi
tricampeão brasileiro de skate e
bateu recordes sul-americanos de
distância em asa-delta. Voou do
Ceará ao Maranhão, percurso de
216 km. Além disso, faz surfe,
sky surfe e pára-quedismo. Local
não é problema. Já saltou até
de um balão sobre a cidade de
São Paulo e aterrissou na
Marginal Tietê. No sky surfe, é
parceiro de Sabiá (3º no
ranking mundial). Neste esporte,
o julgamento se dá sobre a
filmagem que um faz do salto do
outro, em queda livre, durante 50
segundos.
* O
repórter viajou a convite da
Chesf