HACKERS
Setor virtual do FBI investiga e
prende hackersIDG Now!
Graças ao
National Computer Crime Squad
(NCCS) do FBI, uma divisão que
trabalha sobre crimes
eletrônicos, 78 pessoas que
usaram a Internet para fins
ilegais já foram presas desde
1996. Desde que foi criado, em
1992, o NCCS também monitorou
diversas falhas de segurança em
sistemas do governo americano e
esquemas de fraude online.
No ano passado,
o FBI investigou cerca de 2.300
crimes de colarinho branco, diz
Mark Pollitt, um agente especial
baseado em Washington. Os crimes
por computadores estavam
relacionados a 5% dessas
investigações, totalizando 115
casos. "Estes números não
refletem o total de crimes
digitais, mas apenas os que
chegamos a investigar",
afirma Pollitt.
Entre as
ações mais notáveis do NCCS
estão a prisão do hacker Kevin
David Mitnick e a operação
"Cyber Strike", que
descobriu a fonte de ataques
hackers a operadoras de
telefonia.
O maior
problema do FBI é que a
quantidade de informações
online publicadas atualmente
cresce demais e se torna muito
vulnerável a ataques de hackers.
"Há quatro anos, os
computadores costumavam armazenar
500 MB de informações. Hoje,
eles têm discos de 2 GB e os
computadores de redes
corporativas chegam a medidas em
terabytes", diz Pollitt.
Charles Owens,
chefe da área de crimes
financeiros do FBI, lembra o caso
de investidores que ofereciam
taxas de retorno entre 200% e
420% para investimentos feitos
via Internet. "As perdas
relacionadas a este esquema
totalizaram US$ 3,5
milhões", afirma Owens.
Os agentes do
FBI dizem que muitas pessoas e
empresas dificultam as
investigações por se
preocuparem com o impacto
negativo que o público pode ter
vendo o nome de uma grande
empresa sendo associado à
insegurança.