ALEMANHA
Ossos
achados em Berlim são do
secretário de Adolf HitlerFRANKFURT, Alemanha -
Um estudo genético descartou
todas as dúvidas possíveis
sobre a identificação dos
restos de um esqueleto
desenterrado em 1972 em Berlim
ocidental, confirmando que eram
de fato os de Martin Bormann,
secretário de Adolf Hitler,
anunciou ontem o tribunal de
Frankfurt.
O estudo foi
baseado numa comparação das
marcas genéticas obtidas nas
ossadas - um fêmur e uma tíbia
- e as de um parente de Bormann
que foi submetido a uma análise
de sangue, segundo o tribunal. As
duas mostras apresentam cadeias
genéticas
"idênticas", precisou
a fonte.
Bormann tinha
desaparecido sem deixar
vestígios ao fim da guerra. Em
1946, o tribunal internacional de
Nuremberg, que julgava os grandes
criminosos de guerra nazistas, o
condenou à revelia.
Durante
décadas foi o homem mais
procurado do mundo e diversos
rumores anunciaram sua presença
na Argentina, Paraguai e até na
Rússia. A partir de janeiro de
1954, um tribunal alemão tinha
fixado a data de sua morte em 2
de maio de 1945, confirmando a
opinião dos historiadores de que
teria suicidado nas ruínas de
Berlim.
As ossadas
foram descobertas em 1972 por
operários perto de uma estação
de trens inativa de Berlim nas
obras de reconstrução. Os
primeiros estudos tinham revelado
índices muito claros que
permitiam atribuir esses restos
humanos a Bormann. Sua dentição
tinha coroas de um tipo muito
particular das quais só podiam
se beneficiar os altos oficiais
nazistas, fraturas ósseas que
correspondiam às que tinha
sofrido o secretário de Hitler e
suas dimensões coincidiam com
sua estatura. Um relatório final
da justiça alemã atribuiu essas
ossadas a Bormann em 1973,
concluindo em suicídio, mas esta
identificação não calou os
rumores.