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SEU
DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Bolsas
recuam com realização de lucros
O mercado de
ações não resistiu às vendas
para realização de lucros e
fechou o primeiro pregão da
semana e também do mês em
baixa. A Bolsa de São Paulo
interrompeu três pregões
positivos seguidos, quando
acumulou rentabilidade de 5,61%,
e encerrou o dia com queda de
1,46%. O movimento financeiro, de
R$ 709,580 milhões.
Após abrir o
pregão em alta e avançar 0,96%,
as bolsas inverteram a mão, sem
levar em conta a continuidade de
valorização do mercado de Nova
York. Na ausência de razões
convincentes como justificativa,
operadores atribuíram a baixa
dos pregões às especulações
sobre o atraso no programa de
privatização de Telebrás.
Entre outros motivos, pela
possível enxurrada de ações
judiciais contra a venda, que
poderia ser postergada também
para que se obtenha maior valor
pela estatal.
A primeira das
ações, com liminar já
concedida, foi obtida pelo
Ministério Público e suspendeu
a assembléia geral que definiria
a cisão do sistema Telebrás em
12 empresas para a
privatização. O governo
contra-atacou, ontem, pedindo a
derrubada da liminar ao Tribunal
Regional Federal (TRF) e espera a
resposta para hoje.
Provocaram
mal-estar no mercado também
dados divulgados ontem pelo
Tesouro Nacional que apontam
agravamento do déficit público
nos últimos 12 meses, até
fevereiro. As contas pioraram em
todos os conceitos que medem a
necessidade de financiamento do
setor público, desde o primário
até o nominal: o primeiro
desconta juros e correção,
incluídos no conceito mais
amplo, o nominal. A necessidade
de financiamento é o rombo, o
valor da despesa que ultrapassa a
receita e precisa ser financiado,
com emissão de moeda ou de
títulos.
A ampliação
do rombo das contas públicas
frustra expectativas criadas pelo
pacote fiscal de novembro e de
redução mais acelerada das
taxas de juros que crie
condições para uma retomada do
crescimento econômico. Quase
sempre, juros elevados não
combinam com alta das ações,
seja porque inibe a atividade
econômica, seja porque atraem
investidores para aplicações de
renda fixa.
Ouro
Fechamento: R$ 11,40
Variação: estável
O ouro
movimentado na Bolsa de
Mercadorias & Futuros
(BM&F) fechou com preço
estável em relação ao de
quinta-feira, cotado por R$ 11,40
o grama. O volume negociado foi
de 195 kg. No mercado de Nova
York, na Commodity Exchange
(Comex), a onça-troy de ouro
(31,104 gramas) foi cotada por
US$ 304,03 nos contratos com
vencimento em junho.
Bolsas
São Paulo: baixa de 1,46%
Volume: R$ 709,580 milhões
Rio de Janeiro: baixa de 2,03
Volume: R$ 530 milhões
Os investidores
iniciaram maio vendendo ações
para embolsar os ganhos obtidos
nos três últimos pregões de
abril. A preocupação de
assegurar rapidamente lucros, em
dia de alta da Bolsa de Nova
York, traduz um quadro de
incertezas, entre outros, com o
cumprimento do calendário de
privatização de Telebrás, o
andamento de votação da reforma
previdenciária e o descontrole
dos gastos públicos. A ação
preferencial nominativa (PN) de
Telebrás apurou desvalorização
de 1,65%, cotada por R$ 137,30 o
lote de mil. A maior baixa entre
as blue chips foi a de Petrobrás
PN, cotada por R$ 280,00, com
desvalorização de 3,45%. A
ausência de fatos novos, aliás,
tende a fazer com que o
investidor venda ações tão
logo obtenha alguma
valorização. A valorização da
Bolsa de Nova York, em princípio
favorável à alta das ações,
não foi suficiente para dar
sustentação aos mercados
domésticos. A perspectiva de uma
elevação imediata das taxas de
juros parece desconsiderada, mas
existe certo temor de fortes
quedas na Bolsa nova-iorquina
depois de uma seqüência de
valorizações praticamente
contínuas. Entre as 54 ações
que formam o Índice Bovespa
(IBovespa), as maiores altas
foram Cosipa PNB, 14,2%; Aracruz
PNB, 5%; LightPar ON, 2,8%; Cia.
Siderúrgica Nacional ON e Klabin
PN, 2,7%. As maiores baixa, EMAE
PN, 13,9%; Ericsson PN, 8,6%;
Banco do Brasil ON, 6,3%;
Paranapanema PN, 6,1%; e Cesp PN,
5,9%.
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