SUCESSÃO V
PPB
oferece como trunfo o tempo na TVpor REJANE OLIVEIRA
Sucursal de Brasília
Nesta fase de
negociações em torno da
formação de alianças
eleitorais, o relógio conta
muito. Mais do que programa ou
perfil ideológico, o principal
dote de cada partido é o tempo a
que terá direito no guia
eleitoral, que vai ao ar entre 18
de agosto e 1 de outubro. É esse
o maior trunfo que o PPB leva nas
negociações com o PSB.
Dispondo de
apenas 4 minutos diários no
guia, o PSB precisa, e muito, de
uma aliança que amplie a sua
participação no horário de
propaganda gratuita. Afinal,
tempo é o que não falta ao
principal adversário, Jarbas
Vasconcelos, da aliança
PMDB/PFL, que ocupará
aproximadamente um terço do
horário político.
Para o PSB, o
ideal seria somar o máximo de
apoios partidários, para esticar
o seu tempo no guia. Em marketing
político, quanto mais
visibilidade melhor. Mas o PT diz
que não divide o palanque com o
PPB, criando para os socialistas
um problema que, mais do que
político, é aritmético.
Os matemáticos
do partido terão que trabalhar
com números provisórios, já
que a definição do tempo exato
de cada legenda no guia ainda
dependerá de variáveis como a
quantidade de partidos que
participarão das eleições e o
número final de candidatos.
Existe,
contudo, um cálculo provisório,
elaborado pelos partidos, e que
considera as bancadas de
deputados federais eleitas em 94.
Por esse critério, de acordo com
a legislação eleitoral, serão
distribuídos 2/3 do tempo do
guia. O terço restante será
dividido, igualitariamente, entre
todos os partidos que lançarem
candidatos.
O JC utilizou
esses números parciais para
apresentar os cenários
possíveis para o PSB nas
próximas eleições, do ponto de
vista da soma (diária) de tempos
para o guia (veja quadro ao
lado). No primeiro caso, os
socialistas saem praticamente
sozinhos, apenas com o PCdoB -
único partido cujo apoio já
está fechado. No segundo, a
aliança também inclui o PDT. No
terceiro, entra o PT. E no
último, sai o PT e entre o PPB.