- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de maio de 1998

SUCESSÃO VI
Gedeão confirma a articulação de malufistas com PSB de Arraes

"Realmente é verdade". Com esta frase, o líder da bancada estadual do PPB, Gedeão Rosa, confirmou ontem as articulações dos malufistas com o PSB rumo à Frente Popular. Ele também confirma que o acerto "passa por conseguir uma secretaria para o partido", conforme o JC noticiou ontem, com exclusividade. Segundo disse, o convite para que ele participasse da conversa com os deputados federais - quando o assunto foi discutido - partiu do presidente regional, Salatiel Carvalho. "Tivemos uma reunião na sexta-feira (1º de maio) pela manhã, na casa da filha de Pedro Corrêa, e chegamos à conclusão que a coligação com o PSB é o melhor para a eleição das nossas bancadas".

Mas, enquanto o líder considera a questão como favas contadas, um dos liderados, o deputado Henrique Queiroz, não dá o caso por encerrado. "Acho que qualquer acordo com o PSB ou com qualquer outra legenda terá de passar pelo conjunto do diretório e pelos delegados do partido. Eu defendo uma pré-convenção assim como fez o PMDB", protestou Queiroz. Segundo ele, o PPB está composto por duas alas: "os deputados evangélicos que seguem a orientação do presidente que também é evangélico (Salatiel), e os ligados às lideranças do interior, como eu".

Isso, talvez, complique os planos da cúpula, que defende a aliança de forma mais pragmática. Gedeão diz concordar com esta proposta por considerá-la "democrática". Quanto à conversa de Salatiel com o governador Miguel Arraes - na quinta-feira (30) - o líder pepebista não confirma nem nega. Prefere fazer um ar de mistério, como se não estivesse autorizado a revelar. De acordo com o líder pepebista, "Severino Cavalcanti e Pedro Corrêa são os mais interessados" na consolidação da presença do PPB na Frente Popular porque isto facilitaria a eleição da bancada federal.

Apesar de as afinidades ideológicas do partido malufista estarem mais próximas da aliança PMDB/PFL, Gedeão acredita que esta hipótese está inteiramente descartada por inviabilizar a eleição dos seus proporcionais. E, pessoalmente, se diz convencido de que "a coligação com o PSDB seria melhor caminho para a bancada estadual", mas, "temos de conciliar as vantagens também com os federais". Ele é uma das vozes que cobram pressa do partido nesta definição. A princípio, a reunião do executiva estava marcada para hoje, mas foi adiada, talvez para quinta-feira (7), em virtude do retorno dos deputados federais a Brasília.


     

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