SUCESSÃO VIII
Pedro
Corrêa procura desmentir acordo:
"Apenas sonhamos alto"Da Sucursal
BRASÍLIA -
O deputado federal Pedro Corrêa
negou ontem que o PPB já tenha
firmado aliança com o PSB, que
seria formalizada a partir da
indicação do empresário
Geraldo Costa para uma secretaria
do Governo. "Não houve
nenhum acordo. Ele (Costa) se
precipitou", disse. O
deputado Severino Cavalcanti
também procurou desmentir a
informação. "Não
acertamos nada. Se tivéssemos
alguma coisa certamente
poderíamos indicar o Geraldo
Costa, mas não houve convite,
nem acordo", frisou.
Pedro Corrêa
tentou justificar o episódio,
explicando que houve um
"desencontro de
informações". "O que
aconteceu é que na última
sexta-feira nos reunimos para
discutir coligações. Nessa
reunião, pensamos alto e
discutimos alguns fatos que
poderiam, futuramente, selar a
coligação. Fizemos uma
projeção do que poderia
acontecer se a aliança fosse
fechada". O mote para essa
projeção, segundo Corrêa,
partiu de declarações feitas
pelo próprio governador Miguel
Arraes (PSB), que teria cogitado
a possibilidade de ceder as
secretarias de Agricultura ou
Indústria e Comércio para
eventuais aliados.
Na reunião, os
malufistas também avaliaram que,
caso a aliança fosse
concretizada, poderiam ocupar a
pasta estadual de Agricultura.
"Como estamos à frente do
Ministério da Agricultura,
fizemos uma projeção de que, no
caso de uma aliança, seria
interessante ocupar a secretaria
de agricultura, a fim de
trabalharmos em conjunto,
inclusive com plenas condições
de ajudar a população atingida
pela seca", explicou
Corrêa.
O deputado
criticou duramente o PT, que
ameaça não se coligar com o
PSB, caso este partido se alie
aos malufistas. "Os petistas
são os dinossauros da política
brasileira", disse.
O deputado
Severino Cavalcanti também não
poupou críticas: "Vou me
limitar a dizer que, por
posições como essas, é que o
PT nunca chega ao poder. Eles (os
petistas) são radicais,
intolerantes e inconseqüentes.
Precisam, na verdade, é se
preocupar em consertar a casa
deles, que está
desmoronando", disse, numa
alusão à crise em torno da
candidatura presidencial de Luiz
Inácio Lula da Silva.