- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de maio de 1998

SUCESSÃO VIII
Pedro Corrêa procura desmentir acordo: "Apenas sonhamos alto"

Da Sucursal

BRASÍLIA - O deputado federal Pedro Corrêa negou ontem que o PPB já tenha firmado aliança com o PSB, que seria formalizada a partir da indicação do empresário Geraldo Costa para uma secretaria do Governo. "Não houve nenhum acordo. Ele (Costa) se precipitou", disse. O deputado Severino Cavalcanti também procurou desmentir a informação. "Não acertamos nada. Se tivéssemos alguma coisa certamente poderíamos indicar o Geraldo Costa, mas não houve convite, nem acordo", frisou.

Pedro Corrêa tentou justificar o episódio, explicando que houve um "desencontro de informações". "O que aconteceu é que na última sexta-feira nos reunimos para discutir coligações. Nessa reunião, pensamos alto e discutimos alguns fatos que poderiam, futuramente, selar a coligação. Fizemos uma projeção do que poderia acontecer se a aliança fosse fechada". O mote para essa projeção, segundo Corrêa, partiu de declarações feitas pelo próprio governador Miguel Arraes (PSB), que teria cogitado a possibilidade de ceder as secretarias de Agricultura ou Indústria e Comércio para eventuais aliados.

Na reunião, os malufistas também avaliaram que, caso a aliança fosse concretizada, poderiam ocupar a pasta estadual de Agricultura. "Como estamos à frente do Ministério da Agricultura, fizemos uma projeção de que, no caso de uma aliança, seria interessante ocupar a secretaria de agricultura, a fim de trabalharmos em conjunto, inclusive com plenas condições de ajudar a população atingida pela seca", explicou Corrêa.

O deputado criticou duramente o PT, que ameaça não se coligar com o PSB, caso este partido se alie aos malufistas. "Os petistas são os dinossauros da política brasileira", disse.

O deputado Severino Cavalcanti também não poupou críticas: "Vou me limitar a dizer que, por posições como essas, é que o PT nunca chega ao poder. Eles (os petistas) são radicais, intolerantes e inconseqüentes. Precisam, na verdade, é se preocupar em consertar a casa deles, que está desmoronando", disse, numa alusão à crise em torno da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.


     

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