SUCESSÃO XI
Jarbistas
questionam na Justiça Eleitoral
a pesquisa da IstoÉA pesquisa
IstoÉ/Brasmarket em que o
candidato da aliança PMDB/PFL ao
Governo do Estado, Jarbas
Vasconcelos, perde 24,5 pontos
percentuais nas intenções de
votos, em seis meses
(outubro/abril), vai ser
contestada na Justiça Eleitoral
pelo PMDB. O anúncio foi feito
no final da tarde de ontem, pelo
deputado Carlos Eduardo Cadoca. O
formato jurídico da queixa ainda
não está definido. Porém,
Cadoca antecipa, pelo menos, seis
pontos nos quais, segundo ele, a
pesquisa fere a legislação e
estranha, sobretudo, que a
pesquisa "não tenha
divulgado os índices de
rejeição".
Com base na
cópia do registro da Brasmarket
(empresa de São Paulo) perante o
TRE/PE, o PMDB constatou que
foram feitos dois registros - um
com data de 13 e outro de 27 de
abril passado - mas só foi
divulgado um, sem dizer quando
foi feita a coleta de dados.
Segundo Cadoca, a pesquisa
também "não merece
credibilidade" porque no
pedido do dia 13, antecipa que
"ouvirá pelo menos 1.200
eleitores" de todo o Estado,
com uma "margem de erro de
3,0%" e prevê para este
trabalho, um investimento de
"R$ 2.000,00". No
segundo pedido, o universo cai
para 800 eleitores e o preço
para R$ 1 mil. De acordo com o
deputado, "uma pesquisa
deste porte em qualquer instituto
sério não fica por menos de R$
20 mil".
De acordo com o
registro dos dois pedidos no TRE,
o "plano amostral" não
foi explicitado, "e deste
modo, não se sabe em que
municípios foram coletados os
dados e nem os critérios de
seleção deles", ressalta
Cadoca. O questionário também
não corresponde ao que foi
divulgado. "Traz o nome de
Jarbas ligado ao PSDB/PFL quando
o PSDB já tem o senador Carlos
Wilson como candidato",
relaciona o governador Miguel
Arraes como candidato ao Senado
"quando, pelo prazo de
desincompatibilização, ele não
poderia constar da relação nem
no dia 13 e muito menos em 27 de
abril", e ainda, divulga um
percentual para o candidato
Luciano Bivar, sem que ele
apareça na relação de
candidatos feita pela pesquisa, o
que para Cadoca, "deixa
claro que houve fraude".