CONGRESSO
Governo
tenta obter voto dos rebeldesBRASÍLIA -
Decidido a liquidar amanhã a
reforma da Previdência, o
Governo vai acertar suas contas
com os aliados rebeldes que se
recusaram a votar a emenda na
semana passada. A partir de
amanhã, serão liberados cerca
de R$ 310 milhões para atender
às emendas que deputados
governistas apresentaram ao
Orçamento de 1997 para garantir
obras em suas bases eleitorais.
São 2.356 contratos de
prefeituras com a Caixa
Econômica Federal, além de
convênios com a Defesa Civil,
bloqueados pelo Governo Federal
que, diante da pressão dos
parlamentares, agora abre o
cofre.
"A ação
do Governo não caracteriza
barganha de forma alguma",
argumentou o ministro dos
Transportes, Eliseu Padilha, um
dos principais articuladores do
Governo no Congresso.
"Trata-se de cumprir, com
atraso, o que foi objeto da lei
orçamentária e reparar o
prejuízo causado aos municípios
que os deputados
representam", defendeu o
ministro, que fará plantão na
Câmara amanhã, ao lado do
ministro da Previdência, Waldeck
Ornelas (PFL), e do
secretário-geral da Presidência
da República, Eduardo Graeff.
O Governo quer
encerrar amanhã a votação dos
últimos sete destaques ao texto
da emenda da Previdência, para
garantir o calendário que prevê
a conclusão da reforma até o
final do mês.
ADMINISTRATIVA
- O esforço do Governo
também será estendido à
votação da reforma
administrativa. O presidente do
Congresso, senador Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA),
marcou para a noite de hoje
sessão para concluir a votação
das 11 medidas provisórias (MP)
que impedem a promulgação da
reforma.
Amanhã, será
votado o texto final da emenda,
aprovado ainda em janeiro. Entre
as 11 medidas pendentes,
reeditadas todos os meses, está
a 1608-14, que autoriza as
prefeituras a parcelar o
pagamento dos débitos junto ao
INSS. Também aguarda a
apreciação a MP 1650-18, que
estabelece um plano de carreira
para os funcionários do Banco
Central (BC).