- - - -- - - - - - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 30 de abril de 1998

EVENTO
Festa da Lavadeira promete reunir 10 mil pessoas no Paiva

por DÉBORA NASCIMENTO

Há algum tempo, o Dia do Trabalho significava o "Dia do descanso", mas essa visão foi sendo modificada pela Festa da Lavadeira, que comanda há 12 anos o 1º de Maio com muita música e animação na praia do Paiva. Amanhã, o lugar vai sediar mais uma celebração da cultura popular, com ciranda, coco de roda, cavalo-marinho, frevo e maracatu.

Este ano, a grande novidade fica por conta da ressaca da festa, denominada Enxágüe. A partir das 14h do sábado, 02, em frente à casa do artista plástico e organizador do evento Eduardo Melo, haverá espaço para o pop recifense. Participam do agito as bandas Eletrosoul, Diabo A Quatro, Songo, Carcará de Gueto e Alex Albuquerque (ex-Coração Tribal).

Todas as apresentações vão acontecer num palco em forma de tablado vazado. O público terá a oportunidade de ver as atrações de todos os ângulos e desfrutar de um som uniforme, proporcionado por quatro torres de som. "Isto vai evitar a concentração de público em focos", explica Eduardo. Para a criançada haverá animação com palhaços e brincadeiras.

Com o crescimento do público a cada ano, a festa teve sua estrutura ampliada. Serão 30 pontos de comida e bebida, 23 montados pela população local e o restante pelos bares do Recife, como a Soparia, Biruta e Empório Sertanejo. Segundo o artista plástico, o número de barracas foi duplicado devido à expectativa de um público de 10 mil pessoas. Para garantir a segurança haverá duas ambulâncias, guardas municipais, policiais militares e salva-vidas.

Mesmo depois de estar recebendo apoios de órgãos oficiais, como a Fundarpe e a Empetur, Eduardo Melo garante que as agências de viagens ainda ignoram o potencial turístico da Festa da Lavadeira. "Há muitos turistas que vêm para cá independentemente de agências. Esta é a única festa basicamente popular que foi criada nesse final de século", afiram. "E não há grandes nomes da música para chamar a atenção", acrescenta.

HISTÓRIA - A festa teve início há 12 anos, quando Eduardo Melo colocou em frente à sua casa uma obra do artista plástico Ronaldo Câmara que retrata uma lavadeira. Os moradores dos arredores começaram a fazer oferendas à imagem, como uma espécie de devoção. Eduardo, então, resolveu fazer uma confraternização com amigos e vizinhos para apresentar a obra. A partir daí nasceu a Festa da Lavadeira.

Serviço

Como chegar à Festa da Lavadeira
De ônibus - Ponto do Camelódromo (final da Av. Dantas Barreto) linha Recife-Cabo, da São Judas ou da São Domingos (R$ 1,20). No centro do Cabo há uma linha especial para a Festa da Lavadeira (R$ 0,70).
De carro - Segue-se pela BR-101 Sul. Ao chegar na Polícia Rodoviária do Cabo de Stº Agostinho, pega-se a PE-28.


     

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