SAÚDE III
Schering
só atende reclamações com
cartelas do remédioSÃO PAULO - O
laboratório Schering do Brasil,
que produz o anticoncepcional
Microvlar, só está
providenciando atendimento
médico a grávidas que
apresentem cartela com o número
do lote usado no teste com as
pílulas de farinha. A empresa
produziu duas toneladas de
placebo para teste de máquina de
embalagem, mas parte delas chegou
às farmácias. Desde a semana
passada, a empresa foi obrigada a
colocar à disposição das
grávidas uma equipe médica,
depois de a Justiça ter
concedido liminar em favor da
ação movida pela Procuradoria
Geral do Estado e Procon, que
solicitava acompanhamento médico
para as vítimas.
Duas grávidas
denunciaram que foram
encaminhadas a uma clínica em
São Paulo, mas o médico disse
que só atenderia quem tivesse a
cartela. "Ele disse que sem
cartela não há atendimento. Nem
a pressão arterial ele
tirou", disse a secretária
júnior Jocélia Santos, 22.
O laboratório
recorreu da multa de R$ 3
milhões aplicada pela Secretaria
de Direito Econômico. Caso a
Schering do Brasil consiga provar
que teve menos ou nenhuma culpa
na venda de pílulas adulteradas,
a multa poderá ser revista.