ABASTECIMENTO II
Empresas
pedem abertura de estações de
tratamentoAs empresas que fazem
limpeza de fossas no Grande
Recife realizaram um protesto,
ontem pela manhã, em frente à
Compesa, para reivindicar a
abertura de mais duas estações
de tratamento. Atualmente só
existe a estação do Janga, que
comporta o volume das 16 empresas
que realizam o serviço no
estado, mas os empresários
querem que as estações do
Cabanga e de Peixinhos, restritas
à Compesa, também possam
receber os dejetos.
Devido à falta
de lugares para despejar o
material, muitas empresas estão
colocando os resíduos em
terrenos baldios, pondo em risco
a saúde da população. De
acordo com o presidente da
Associação dos Limpadores de
Fossas, Adair Pacífico, as
empresas têm consciência do
problema, mas não sobra outra
alternativa: "Sabemos que é
errado, mas não temos opção,
pois a estação de tratamento do
Janga não é suficiente para
atender à demanda". A
Compesa garante que o problema
não é este, pois a estação do
Janga tem capacidade para receber
600 litros de dejetos por
segundo.
De acordo com o
Diretor de Operações da
Compesa, José Antônio Sales, o
órgão não tem obrigação de
dispor de estações de
tratamento para as empresas, já
que elas são particulares:
"Mas como os dejetos são de
esgotos residenciais,
hospitalares e industriais, e
nossa preocupação é com a
saúde pública, colocamos a
estação do Janga para receber o
material. O problema é que elas
não querem gastar com o
transporte até lá". A
associação encaminhará ofício
à Compesa para que seja
realizado um estudo da situação
e, através de uma parceria, o
problema possa ser resolvido.