DEBATE
Encontro
discute educação e cidadaniaDiscutir educação,
cidadania e direitos humanos e
apresentar novas propostas de
qualificação de agentes
multiplicadores na área. Esses
são os objetivos do I Encontro
Regional Nordeste de Educação
em Direitos Humanos, que acontece
hoje e amanhã, no auditório do
Sebrae, com participação de 25
entidades governamentais e
não-governamentais de 12
estados.
A coordenadora
da Rede Brasileira de Educação
em Direitos Humanos (ONG que
reúne instituições de todo o
Brasil), Margarida Genevois,
explica que a rede é a
evolução de um trabalho
desenvolvido desde a época da
ditadura. O projeto, cujo alvo
eram presos políticos e
anistiados, passou a se dirigir
à defesa dos direitos humanos
para a população carente.
"Percebemos
que o melhor método de construir
uma sociedade mais justa e
igualitária seria por meio da
educação", afirma
Margarida. Divulgar os direitos
humanos e ensinar a população a
lutar por eles tornou-se o
objetivo da Rede, que recebeu
apoio de Paulo Freire, quando ele
era secretário de Cultura de
São Paulo.
"Conceitos
como auto-estima e dignidade
devem estar no cotidiano das
pessoas, para que elas lutem pelo
bem comum", considera. A
Rede engloba várias entidades
independentes, de estrutura
horizontal e não-hierár- quica,
que se reúnem para trocar
metodologias e experiências e
promovem cursos sobre direitos
humanos na educação. O público
alvo é amplo e vai de estudantes
a grupos de funcionários de
empresas e associações
comunitárias.
"É fácil
incluir noções de cidadania e
justiça no colégio, em aulas de
todas as matérias. É o que se
chama educação transversal, em
que os professores se tornam
agentes multiplicadores",
esclarece a coordenadora da Rede.
Na programação do encontro, ela
destaca a participação do
conselheiro da ONG, Dalmo
Dallari, primeiro presidente da
Comissão de Justiça e Paz de
São Paulo e autor de vários
livros sobre direitos humanos.