PARALISAÇÃO
SSP
deixará 500 grevistas sem
salárioA greve da Polícia
Civil entra hoje em seu 83º dia.
Considerada ilegal pela Justiça,
a paralisação está na mira da
Corregedoria de Polícia da
Secretaria de Segurança Pública
(SSP), que promete punição aos
manifestantes. O corregedor
Antônio Carlos Cavendish diz
que, baseado no Estatuto da SSP,
mais de 500 agentes terão até
100% de desconto no salário que
será pago no próximo dia 11.
"Tem policial que vai
receber o contracheque de julho
em branco", garantiu.
Quanto às
demissões anunciadas pela SSP no
início do mês passado,
Cavendish afirma que o processo
está tramitando normalmente. Ele
explica que a Lei Estadual 6425,
no artigo 49, prevê expulsão,
entre outros motivos, para
agentes que praticarem crime
contra a administração
pública. "É o caso dos 11
policiais que invadiram
delegacias e levaram os livros de
ocorrência". Cavendish
ressalta que no período de 12
meses a falta ao serviço durante
60 dias, mesmo que intercalada,
também resulta em demissão.
"Provocar a paralisação,
total ou parcial, dos serviços
policiais, ou dele participar,
também motiva a
exoneração", destaca.
Logo após a
greve, avisa o corregedor da SSP,
será instaurado um processo
administrativo para a
comprovação das infrações dos
agentes. "Caracterizando-se
transgressões, será feito o
processo de demissão, depois de
ouvidas as respectivas
defesas". De acordo com o
diretor da SSP, Valdir Macedo,
apenas 300 inquéritos estão
sendo remetidos mensalmente à
Justiça. "Sem a greve
enviamos mais de 1200 inquéritos
por mês. O pior é que, após a
paralisação, os policiais vão
voltar enferrujados para dar
conta do trabalho
acumulado".