EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
Golfinho-rotador
forma guias mirinspor MARIANA LACERDA
Crianças e
adolescentes de Fernando de
Noronha estão aptos a orientar
os visitantes da ilha que desejem
conhecer o golfinho-rotador,
espécie que procura o local para
descansar e cuidar dos filhotes.
Ao todo, 90 estudantes da Escola
Arquipélago Fernando de Noronha
estudaram o ecossistema marinho,
a partir da convivência com a
espécie de mamífero marinho
Stenella longirostris. Quase
todos os dias, os
golfinhos-rotadores visitam as
águas quentes e calmas da Baía
dos Golfinhos, na região
noroeste da ilha.
As aulas para
preparação dos guias mirins
aconteceram durante o mês de
julho, com alunos com idades
entre sete e 18 anos. As
atividades integram o Programa de
Educação Ambiental em Fernando
de Noronha, desenvolvido pelo
Centro Golfinho-Rotador. O
projeto está sendo financiado
pelo Fundo Nacional do Meio
Ambiente (do Ministério do Meio
Ambiente, dos Recursos Hídricos
e da Amazônia Legal), com apoio
do Parque Nacional de Fernando de
Noronha/Ibama e da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN).
O objetivo do
programa é repassar conceitos de
preservação ambiental para a
comunidade de Fernando de
Noronha, arquipélago de origem
vulcânica a 545 quilômetros da
costa pernambucana. Além disso,
aulas de artes plásticas e de
observações da natureza, por
exemplo, visaram despertar nos
jovens o interesse pela pesquisa
e o desenvolvimento do turismo
científico na ilha, segundo o
oceanógrafo José Martins,
diretor-presidente do Centro
Golfinho-Rotador.
De todos os
participantes do programa, seis
passarão a integrar a equipe
mirim do Centro Golfinho-Rotador,
repassando informações sobre o
comportamento do animal, única
espécie de cetáceo capaz de dar
saltos girando em torno de seu
próprio eixo.
Pescadores,
barqueiros e jangadeiros também
participaram de palestras sobre o
comportamento do golfinho-rotador
e leis que visam preservar as
espécies da ordem Cetacea - que
inclui animais como botos e
baleias. Os golfinhos-rotadores
da Baía dos Golfinhos estão
protegidos pela portaria do Ibama
05/95.
O programa
entra nesse semestre na sua
segunda fase, dando continuidade
às aulas de oceanografia e
ecologia para alunos da Escola
Arquipélago Fernando de Noronha
e orientando outros 50 moradores
da ilha sobre a preservação do
ecossistema marinho.