-- - - - - - - -- - - - - - - - -- - - - -_-Jornal do Commercio - Recife, 05 de agosto de 1998

EDUCAÇÃO AMBIENTAL II
Grupos de até 700 golfinhos visitam o arquipélago

O golfinho-rotador vive em águas tropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Quase todos os dias, logo após o Sol nascer, grupos de cinco a 700 rotadores se aproximam da Baía do Golfinhos, em Fernando de Noronha, à procura de descanso. Com o pôr-do-Sol, esses mamíferos marinhos deixam a baía e deslocam-se para áreas mais distantes da ilha em busca de alimento. A presença dos golfinhos-rotadores no arquipélago fez com que Fernando de Noronha ganhasse o nome de "Ilha dos Golfinhos", durante a ocupação francesa na ilha, em 1736.

Grupos de golfinhos da espécie Stenella longirostris também procuram a costa do arquipélago de Fernando de Noronha para copular. Durante o "namoro", a fêmea pode ser cortejada por até dez indivíduos. Depois que os filhotes nascem, as fêmeas voltam para a Baía dos Golfinhos para cuidar deles. Nos meses de março a junho, os rotadores geralmente deixam de freqüentar a baía, por conta da falta de alimento nos arredores do arquipélago de Fernando de Noronha.

O comportamento dos golfinhos-rotadores vem sendo observado há oito anos pelos pesquisadores do Centro Golfinho-Rotador. Para dar continuidade aos estudos sobre essa espécie, relacionando a atividade desses cetáceos com parâmetros oceanográficos e meteorológicos, o Centro Golfinho-Rotador recebeu do Fundo Nacional do Meio Ambiente o repasse de R$ 110 mil, para um ano de atividades de pesquisa e de educação ambiental com moradores da Ilha de Fernando de Noronha.

 
 
 

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