PRIVATIZAÇÃO DAS TELES IV
Com
baixo grau de digitalização,
Telerj exigirá mais
investimentosA maior parte dos
investimentos previstos pelas
empresas é para atender a
demanda reprimida, e também
modernizar à rede com a troca do
sistema analógico para o
digitalizado. As empresas do
Nordeste e do Norte do País,
tomam à frente da gigante
Telerj, principalmente, na
questão de modernização da
plantas de telefonia.
A empresa
carioca só tem 51,91% de sua
rede digitalizada. "O
sacrifício vai existir para
outras empresas que detêm mais
tecnologia", disse o
economista Alexandre Rands. Outra
gigante como a Telemig, de Minas
Gerais, tem 72,91%, de sua planta
já digitalizada. A Teleamapá,
é a líder da holding, com
97,39% da rede digitalizada. (ver
gráfico).
A
digitalização da planta de um
sistema de telefonia fixa permite
uma maior qualidade de
transmissão. Ao invés de cabos
metálicos, a comunicação é
feita através de cabos de fibra
ótica. Segundo o diretor de
Engenharia da Telpe, José Carlos
de Araújo, uma rede digitalizada
consegue aumentar a quantidade de
linhas que passa por um cabo.
Por exemplo,
numa área de 100 metros
quadrados, se fosse ocupada por
uma central analógica, o sistema
só poderia oferecer 10 mil
terminais. A mesma área, em
sistema digital, daria para
atender 40 mil linhas.
"Outra
vantagem é o consumo menor de
energia, o equivalente a 75% mais
barato. O gasto com uma central
de comutação digitalizada não
é mais caro, por conta de uma
maior geração de receita, além
dos serviços e produtos que
podem ser agregados",
explicou o técnico.
Por conta disso
técnicos do setor justificam à
necessidade de investimentos mais
rápidos na Telerj para atender
um mercado de maior potencial de
crescimento que tem uma demanda
reprimida de cerca de 2 milhões
de pessoas na fila de espera.
Ontem, em
Brasília, o sócio do consórcio
Telemar, Carlos Jereissati
garantiu que o grupo tem
condições de realizar
investimentos e adiantou que o
principal plano da Telemar, a
médio prazo, é unificar as 16
operadoras que formam a Tele
Norte Leste em uma só empresa
para facilitar a administração.
"É impossível administrar
uma holding com 16 operadoras
contendo 36 tipos de ações
diferentes e 150 diretores",
acrescentou.
O papel do
sócio estrangeiro na Telemar é
juntar ao núcleo de
inteligência nacional já
existente especialmente na
Telemig, Teleceará e Telebahia -
para enfrentar a concorrência
estabelecida no País. A
preferência por uma empresa
anglo-saxônica.