- - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de agosto de 1998

APLICAÇÕES
Poupança vai render mais em agosto

BRASÍLIA - O Banco Central fixou ontem em 1,04% o redutor da Taxa Referencial de Juros (TR) para o mês de agosto. O redutor da TR, que vigorará durante todo o mês de agosto, é 0,05 ponto porcentual menor que o redutor que vigorou no mês de julho, de 1,09%. Segundo os técnicos do Banco Central, a queda do redutor apenas servirá para manter a rentabilidade da caderneta de poupança, este mês, com relação ao mês anterior. "A poupança só teria um rendimento maior com um redutor menor, se as taxas de captação dos bancos estivessem crescentes, o que não é o caso", explicou um técnico do BC.

Com taxas de captação em queda, o rendimento da poupança poderia até ser menor este mês se o Banco Central tivesse mantido o redutor no mesmo patamar. O redutor caiu, segundo o BC, porque também caíram as taxas médias de captação dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) dos últimos cinco dias úteis de julho, período de cálculo do redutor.

De acordo com os dados do Banco Central, a caderneta de poupança acumulou até o dia 29 de julho uma captação líquida positiva (depósitos superiores aos saques) de R$ 136,8 milhões. Faltando dois dias úteis para o fechamento do mês, os técnicos do BC acreditam que o resultado de julho permanecerá positivo, embora bastante inferior à captação líquida do mês de junho. Naquele mês, a captação da poupança foi positiva em R$ 522,9 milhões.

"Entramos num período de normalidade", afirmou um técnico do BC para explicar a baixa migração de recursos entre os ativos financeiros. Exceto o CDB prefixado, que perdeu R$ 3,1 bilhão até o dia 28 do mês passado, todas as demais aplicações ou ganharam pouco ou perderam pouco. Para a poupança, por exemplo, o BC só espera uma elevação mais brusca da captação líquida no mês de dezembro, data do pagamento do 13º salário.

RESERVAS - As reservas externas devem ter subido dos US$ 70,9 bilhões observados até junho, para até US$ 74 bilhões, em julho, aproximando-se do recorde de US$ 74,7 bilhões de abril. Os recursos das privatizações (e demais investimentos diretos), especialmente da Telebrás, devem fazer com que as reservas se aproximem desse nível, diz a carta econômica semanal do Lloyds Bank, divulgada ontem. O relatório do banco observa que a qualidade das reservas disponíveis no País agora é melhor do que àquela época, já que grande parcela dos recursos que entraram no início do ano no país, para ganhar os elevadíssimos juros então vigentes, está vencendo e apenas uma parte está sendo renovada, segundo o relatório divulgado ontem pelo banco.


     

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