APLICAÇÕES
Poupança
vai render mais em agostoBRASÍLIA - O
Banco Central fixou ontem em
1,04% o redutor da Taxa
Referencial de Juros (TR) para o
mês de agosto. O redutor da TR,
que vigorará durante todo o mês
de agosto, é 0,05 ponto
porcentual menor que o redutor
que vigorou no mês de julho, de
1,09%. Segundo os técnicos do
Banco Central, a queda do redutor
apenas servirá para manter a
rentabilidade da caderneta de
poupança, este mês, com
relação ao mês anterior.
"A poupança só teria um
rendimento maior com um redutor
menor, se as taxas de captação
dos bancos estivessem crescentes,
o que não é o caso",
explicou um técnico do BC.
Com taxas de
captação em queda, o rendimento
da poupança poderia até ser
menor este mês se o Banco
Central tivesse mantido o redutor
no mesmo patamar. O redutor caiu,
segundo o BC, porque também
caíram as taxas médias de
captação dos Certificados de
Depósitos Bancários (CDBs) dos
últimos cinco dias úteis de
julho, período de cálculo do
redutor.
De acordo com
os dados do Banco Central, a
caderneta de poupança acumulou
até o dia 29 de julho uma
captação líquida positiva
(depósitos superiores aos
saques) de R$ 136,8 milhões.
Faltando dois dias úteis para o
fechamento do mês, os técnicos
do BC acreditam que o resultado
de julho permanecerá positivo,
embora bastante inferior à
captação líquida do mês de
junho. Naquele mês, a captação
da poupança foi positiva em R$
522,9 milhões.
"Entramos
num período de
normalidade", afirmou um
técnico do BC para explicar a
baixa migração de recursos
entre os ativos financeiros.
Exceto o CDB prefixado, que
perdeu R$ 3,1 bilhão até o dia
28 do mês passado, todas as
demais aplicações ou ganharam
pouco ou perderam pouco. Para a
poupança, por exemplo, o BC só
espera uma elevação mais brusca
da captação líquida no mês de
dezembro, data do pagamento do
13º salário.
RESERVAS -
As reservas externas devem ter
subido dos US$ 70,9 bilhões
observados até junho, para até
US$ 74 bilhões, em julho,
aproximando-se do recorde de US$
74,7 bilhões de abril. Os
recursos das privatizações (e
demais investimentos diretos),
especialmente da Telebrás, devem
fazer com que as reservas se
aproximem desse nível, diz a
carta econômica semanal do
Lloyds Bank, divulgada ontem. O
relatório do banco observa que a
qualidade das reservas
disponíveis no País agora é
melhor do que àquela época, já
que grande parcela dos recursos
que entraram no início do ano no
país, para ganhar os
elevadíssimos juros então
vigentes, está vencendo e apenas
uma parte está sendo renovada,
segundo o relatório divulgado
ontem pelo banco.