VOLTA
Crise
econômica persiste na RússiaMOSCOU - O
presidente da Rússia, Boris
Yeltsin, retomou ontem suas
férias, mas não conseguiu
descanso dos problemas causados
pela crise econômica e pela
agitação trabalhista. Mineiros
que não recebem salários há
meses causaram um blecaute em
Sakhalin, a principal ilha russa
do Oceano Pacífico. Enquanto
isso, seus colegas mais ao leste
prometeram manter o bloqueio na
ferrovia Trans-Siberiana.
Yeltsin, que
interompeu suas férias de verão
na semana passada para se
preparar para novas batalhas
políticas, voltou a descanso,
agora na pitoresca região de
Valdai, no noroeste do país,
informou um porta-voz do Kremlin.
A maioria dos altos funcionários
de Moscou deixou a capital para o
interor, mas o primeiro-ministro
Sergei Kiriyenko e seu governo
continuam sua batalha para
estancar o colapso financeiro
mesmo depois de o país ter
recebido US$ 22,6 bilhões em
empréstimos do Fundo Monetário
Internacional e outras
instituições estrangeiras.
Em Sakhalin, a
650 mil pessas ficaram sem
eletricidade por 14 horas devido
a um bloqueio nas entregas de
carvão a estações de força
orquestrado pelos mineiros.
Em Chelyabinsk,
ao sul dos Montes Urais, o
governo iniciou o treinamento de
seus funcionários da saúde e da
polícia para o caso de o
bloqueio da Trans-Siberiana por
parte dos mineiros cortar o
fornecimento de combustível para
uma usina nuclear.
Os próximos
meses deverão ser muito
difíceis para Yeltsin já que as
medidas de austeridade impostas
pelo governo começarão a ser
colocadas em prática. De
qualquer modo, sem elas, o FMI
já deixou claro que não
manterá a liberação das
parcelas do empréstimo concedido
a Moscou.