CTU
Fim
do ônibus elétrico é ignorado
por recifensesOs passageiros que usam
as três linhas dos trólebus no
Grande Recife reagiram com
indiferença ao fim do sistema de
transporte coletivo, há 38 anos
em atividade. A grande maioria
nem sabe da privatização da
Companhia Municipal de Tranportes
Urbanos (CTU), e a maior
preocupação anotada foi sobre a
manutenção das linhas, e não
dos veículos elétricos.
A Comissão de
Privatização da CTU decidiu que
o modelo de venda será a
alienação total das ações da
Prefeitura do Recife. O futuro
comprador, segundo a Comissão,
não deve manter os trólebus
pelas dificuldades de renovação
da frota e manutenção do
sistema, que dá prejuízo à
CTU, ao preço de R$ 0,60 a
passagem.
Na linha
Avenida Caxangá-Várzea, por
exemplo, cada passageiro custa R$
0,74. A linha com maior prejuízo
é a PE-15 Parador, R$ 615, todo
mês. Só a linha Avenida
Norte-Macaxeira dá lucro de R$
0,19 por quilômetro, com
percurso médio mensal de 7.060
quilômetros, o que representa R$
1,3 mil.
"É
demorada a viagem no elétrico,
pelo menos na linha PE-15. Se for
outro ônibus novo, acho que fica
mais rápido, mesmo se for um
pouco mais caro", diz a
comerciante autônoma Lúcia
Lopes, que pega o trólebus todo
dia na Avenida Dantas Barreto,
para o terminal da PE-15, em
Paulista.
O sistema de
trólebus no Recife tem 44
veículos operando, com idade
média de 9,8 anos, e 68
quilômetros de rede elétrica
instalada.