- - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 05 de agosto de 1998

CTU
Fim do ônibus elétrico é ignorado por recifenses

Os passageiros que usam as três linhas dos trólebus no Grande Recife reagiram com indiferença ao fim do sistema de transporte coletivo, há 38 anos em atividade. A grande maioria nem sabe da privatização da Companhia Municipal de Tranportes Urbanos (CTU), e a maior preocupação anotada foi sobre a manutenção das linhas, e não dos veículos elétricos.

A Comissão de Privatização da CTU decidiu que o modelo de venda será a alienação total das ações da Prefeitura do Recife. O futuro comprador, segundo a Comissão, não deve manter os trólebus pelas dificuldades de renovação da frota e manutenção do sistema, que dá prejuízo à CTU, ao preço de R$ 0,60 a passagem.

Na linha Avenida Caxangá-Várzea, por exemplo, cada passageiro custa R$ 0,74. A linha com maior prejuízo é a PE-15 Parador, R$ 615, todo mês. Só a linha Avenida Norte-Macaxeira dá lucro de R$ 0,19 por quilômetro, com percurso médio mensal de 7.060 quilômetros, o que representa R$ 1,3 mil.

"É demorada a viagem no elétrico, pelo menos na linha PE-15. Se for outro ônibus novo, acho que fica mais rápido, mesmo se for um pouco mais caro", diz a comerciante autônoma Lúcia Lopes, que pega o trólebus todo dia na Avenida Dantas Barreto, para o terminal da PE-15, em Paulista.

O sistema de trólebus no Recife tem 44 veículos operando, com idade média de 9,8 anos, e 68 quilômetros de rede elétrica instalada.


     

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