COMPORTAMENTO
A
difícil decisão de voltar a
morar com os pais e irmãosNão houve traumas ou
constrangimentos. Depois de morar
dez anos sozinha - dos 21 aos 31-
a professora Evane Manço voltou
para a casa dos pais. O motivo,
segundo ela, foi uma combinação
infalível: falta de dinheiro
misturada com solidão. Ela fala
que a volta teve o sabor
"gostoso" da comida da
mãe.
"Estou
fazendo um resgate da
convivência familiar",
analisa. Ela garante, porém, que
jamais se arrependeu das suas
decisões, tanto da saída como
do fato de ter voltado. Considera
que foram provas de sua
maturidade. "Foi uma longa e
importante experiência. Mas
seria impossível continuar
só", afirma a professora.
Esse caminho de
volta também foi feito pela
advogada Ana Rodrigues, de 33
anos. Divorciada e com duas
crianças, ela não viu outra
opção a não ser bater na porta
do antigo lar, um sobrado de
cinco dormitórios. Diz que está
feliz junto aos filhos, irmãos
e, claro, com os pais. Para estes
últimos, Ana não poupa elogios.
"São meus grandes amigos
porque estiveram sempre do meu
lado". A advogada está
namorando e planeja casar-se
novamente ainda este ano. Nova
tentativa à vista.