- - -...............................................-Jornal do Commercio - Recife, 02 de agosto de 1998

COMPORTAMENTO
A difícil decisão de voltar a morar com os pais e irmãos

Não houve traumas ou constrangimentos. Depois de morar dez anos sozinha - dos 21 aos 31- a professora Evane Manço voltou para a casa dos pais. O motivo, segundo ela, foi uma combinação infalível: falta de dinheiro misturada com solidão. Ela fala que a volta teve o sabor "gostoso" da comida da mãe.

"Estou fazendo um resgate da convivência familiar", analisa. Ela garante, porém, que jamais se arrependeu das suas decisões, tanto da saída como do fato de ter voltado. Considera que foram provas de sua maturidade. "Foi uma longa e importante experiência. Mas seria impossível continuar só", afirma a professora.

Esse caminho de volta também foi feito pela advogada Ana Rodrigues, de 33 anos. Divorciada e com duas crianças, ela não viu outra opção a não ser bater na porta do antigo lar, um sobrado de cinco dormitórios. Diz que está feliz junto aos filhos, irmãos e, claro, com os pais. Para estes últimos, Ana não poupa elogios. "São meus grandes amigos porque estiveram sempre do meu lado". A advogada está namorando e planeja casar-se novamente ainda este ano. Nova tentativa à vista.


     

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