- - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 05 de agosto de 1998

TELECOMUNICAÇÃO IV
País deve ganhar mais backbones

O impacto da privatização das telecomunicações para a Internet brasileira será sentido também pela Embratel. Único órgão controlador da comunicação a longa distância do país e responsável pelas saída de dados para o Exterior, a Empresa Brasileira de Telecomunicações vai perder o monopólio de backbone geral da Internet nacional com outros países.

A quebra no monopólio da Embratel vai começar quando entrar no mercado uma empresa-espelho, que atuará na mesma linha de ação. Já a partir de 2001, as outras operadoras de comunicação interna também poderão atuar como backbone com saídas para o Exterior - caso tenham cumprido suas metas. "Deixaremos de ser reféns da Embratel", vibra o presidente da Sucesu nacional, Raphael Mandarino Júnior.

Mas a Embratel não deverá perder espaços facilmente. A empresa foi adquirida pela gigante norte-americana MCI, a segunda maior operadora de comunicação de longa distância dos Estados Unidos. O principal executivo financeiro da MCI, Michael Rowny, anunciou, logo após o leilão em que arrematou a estatal brasileira por R$ 2,65 bilhões e pagando ágio de 47,22%, que a receita da Embratel vai crescer 20% ao ano. O vice-presidente de estratégia global e desenvolvimento do Grupo MICI, Jerry DeMartino, previu também queda das tarifas e melhoria da qualidade dos serviços, principalmente o acesso à Internet e o lançamento de produtos.

Atualmente, a Embratel possui mais de 70 links dentro do país com velocidades de 2 a 34 Mbps com tecnologia ATM e E1, atingindo 80 localidades - o Escritório de Serviços da empresa do Recife anuncia para este mês a instalação de um link no Recife de 34 Mbps, aumentando a velocidade, que até então era de 16 Mbps. Para o Exterior, são 27 links, por meio de fibra óptica e satélites.

Com essa estrutura e mais a entrada da MCI, a Embratel aposta numa hegemonia de mercado de comunicação de longa distância. "A curto prazo, a entrada da empresa-espelho não deverá mudar esse cenário", acredita Gervásio Cavalcante Neto, gerente do Escritório de Serviços do Recife - atende Pernambuco e Alagoas. A crença de Cavalcante se baseia no investimento que a concorrente precisará para tentar fazer frente, até mesmo inicialmente. O patrimônio da Embratel é R$ 5 bilhões e Cavalcante calcula que, para atingir um mínimo de competitividade, a empresa precisaria investir o equivalente a R$ 1 bilhão.


 

 

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes