CENSURA II
Barrar
aplicativos, a saída mais
discretaMuitas empresas
dispensam os programas
"bisbilhoteiros" e
utilizam uma solução simples e
mais discreta. Elas recorrem aos
programas que "barram"
o uso de certos aplicativos,
trabalhando de forma preventiva,
antes que o mal-estar se instale
no ambiente de trabalho. Foi o
caso do Grupo Tavares de Melo, do
ramo sucroalcooleiro, que produz
também sacos de polipropileno e
sandálias de borracha.
Para controlar
a utilização de sua rede de 200
microcomputadores pelos seus 8
mil funcionários distribuídos
em quatro estados brasileiros
(PB, RN, MS e PE), o grupo
instalou em sua rede, em março,
o ZAC - Zero Administration
Cliente, da Network Associates
(antiga McAfee). Segundo
Washington Franco, gerente de
Tecnologia da Informação do
Grupo, a idéia não foi vigiar a
utilização dos computadores e
sim configurar o ambiente
operacional da empresa.
"O ZAC me
permite um gerenciamento
centralizado de todas as
estações da rede (Lan/Wan). Sua
instalação só permite a
execução de programas ou
aplicativos permitidos pelo
administrador da rede",
explica. Segundo ele, a
prevenção é a melhor medida a
ser tomada pelas empresas.
O Departamento
de Informática da Universidade
Federal de Pernambuco (DI/UFPE)
também resolveu evitar maiores
aborrecimentos quanto ao uso
indevido dos micros instalados
nos laboratórios da universidade
e utilizados pelos alunos daquele
departamento. Descobriu-se que
muitos gastavam o tempo reservado
para suas pesquisas em bate-papos
e jogos virtuais.
Para acabar com
a brincadeira, todas as máquinas
receberam o Windows NT. Segundo
André Santos, coordenador dos
laboratórios e professor do
departamento, essa versão
permite maior controle da
utilização dos micros, já que
só pessoas autorizadas podem
configurar a máquina para a
utilização de determinados
programas, por exemplo.
Rubens Coelho,
analista de Suporte Técnico da
Chesf, lembra que administrar o
uso dos computadores de uma
grande empresa não é tarefa
nada fácil. Para ele, ao invés
de se gastar tempo e recursos com
vigilância, o mais correto é a
política da conversa e
conscientização de que os
micros estão ali para ajudar,
para aumentar a produtividade e
não para visitas constantes a
sites que não interessam à
empresa. "Não trabalhamos
com alunos do jardim de
infância. Todos somos adultos e
profissionais para saber utilizar
os computadores da melhor maneira
possível", afirma.
Mas, para
reforçar a segurança diante dos
viciados em Internet, a Chesf
instalou em sua rede o software
Alta Vista Firewal, da Digital.
Ele informa os sites visitados
durante o expediente, o micro que
realizou o "passeio",
entre outras formas de controle
para um eventual puxão de orelha
nos mais ousados.