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JOELMIR
BETTING
Com a
pilha toda
A
digitalização das empresas
brasileiras, nos últimos dez
anos, expande-se a uma velocidade
pirotécnica de 25% ao ano. Dobra
em menos de três anos. A
plataforma atual de 6,8 milhões
de computadores das redes
corporativas deve saltar para 10
milhões, redondão, na entrada
do ano 2000. Quatro em cada cinco
máquinas já estão na idade dos
32 bits. Os investimentos em
informática, em relação ao
faturamento das empresas, subiram
de 1,4%, em 1988, para 3,2% este
ano. Nos bancos e afins, a coisa
passa de 8%. Fonte:
Administração de Recursos de
Informática, pesquisa anual da
FGV.
Os golaços e
os desafios da indústria de
informática desfilam, a partir
de amanhã, na edição anual As
100 de InfoExame. O novo ranking
das 100 maiores e melhores
empresas do setor, no Brasil, é
encabeçado pela IBM, a maior, e
pela SAP, a melhor. A rainha do
hardware faturou US$ 2,3 bilhões
em 1997, ainda meio bilhão à
frente da Xerox, segunda
colocada. A melhor do ano, a SAP,
pontifica no software de gestão
- mercado que cresce acima de 60%
ao ano.
Os produtores
de pacotes integrados e de
soluções corporativas estão
ganhando muito dinheiro. A
rentabilidade sobre o patrimônio
é da ordem de 50%. Sem tempo
para comemoração. As empresas
estão engalfinhadas em
desenvolvimento de novos produtos
e em levantamento de novos
recursos. A reaplicação dos
ganhos não sacia tamanho apetite
e o endividamento delas responde
por dois terços do exigível
total do setor, segundo a
InfoExame.
Para variar, a
armada americana (26 das 100
maiores) entra com quase metade
do faturamento do bloco, da ordem
de US$ 11,4 bilhões no ano
passado (e prováveis US$ 13,5
bilhões este ano). O detalhe: de
1994 para cá, nas águas quentes
do Real, as empresas brasileiras
registram crescimento em torno de
30% ao ano, contra 15% das
estrangeiras. A lucratividade
sobre o faturamento, na média
das 100 maiores, contentou-se com
5,6%. Em 1996, fundo do poço, o
azul não foi além de 3,1%.
Tal como ocorre
lá fora, também no Brasil o
mercado da informática passa a
ser comboiado pelos prestadores
de serviços, de programas, de
soluções integradas e de
consultorias corporativas. Sem
contar, no filão dos serviços,
a explosão que se aproxima do
e-commerce da Web, como diz o
pessoal da IBM.
Na cavação de
nichos no guloso mercado de
serviços, a Xerox das copiadoras
digitais prepara-se para explorar
a terceirização do
processamento de documentos em
massa. Mercado-alvo: bancos,
telefônicas, elétricas e
serviços públicos em geral.
Outra tacada do ramo está na
parceria com grandes cadeias de
varejo. A HP Brasil acaba de
acertar a distribuição de
impressoras pelas redes do
Mappin, Makro, Extra e Ponto
Frio.
Ah! E o
emprego? Em ambiente de tão
alto-astral, a InfoExame informa
que duas em cada três das 100
maiores do ramo devem ampliar o
quadro de pessoal neste segundo
semestre. No segmento dos
softwares de gestão, são quatro
em cada cinco.
Sondagem
Para estudar
novos investimentos no Brasil,
desembarca em São Paulo,
quarta-feira, 12, o manda-chuva
da Intel, gigante do chip, Craig
Barret. Ele diz que o Brasil deve
liderar nos computadores, a
exemplo dos automóveis, a
produção do Terceiro Mundo.
Comdex
98
Outra estrela
do ramo tem São Paulo na agenda:
Charles Wang, presidente da
Computer Associates, vai abrir o
Congresso da Comdex 98, dia 31,
no Anhembi. É a líder mundial
do software para ambientes
corporativos. Deve faturar, este
ano, US$ 4,7 bilhões.
S.O.S.
Criança
Charles Wang
lançará na Internet o site
S.O.S. Criança: exposição de
fotos e retratos digitais de
crianças desaparecidas. Se
desaparecidas há anos, o site
simula a fisionomia atual de cada
uma delas, alterada pela idade.
Apoio do Unicef.
Technovision
Autor do
best-seller global Technovision,
Charles Wang vem aí com o
Technovision II (edição Makron
Books). Tese do autor: há muita
afobação, desperdício e
autofagia no reino mágico da
Idade Digital. Devagar com o
andor que o micro ainda é de
barro...
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