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DOIS
TOQUES
Lula
Carlos
Um jogão de
bola
Uma coisa de
que o baiano gosta é vencer o
pernambucano. E uma coisa de que
o pernambucano se acostumou, é
perder de baiano. Uma vez é o
Vitória, outra vez é o Bahia, e
a gente quase sempre leva a pior.
O Sport tem que dar um basta
nisso, é só querer, e o
torcedor leonino não quer outra
coisa. A gente já sabe o que é
que a baiana tem, é muito óleo.
Na pernambucana o tempero é
melhor.
A sorte é
outro coisa que adora favorecer o
time dos orixás, só que desta
vez o santo da Ilha está mais
forte, e fez o seu primeiro
milagre no jogo com a Atlético
Paranaense, mandando aquele
pênalti por fora. Mauro
Fernandes bate um bombo besta.
Jogava porrinha e virou técnico
de futebol. Filho de Exu, ganhou
um título invicto, gostou, e
nunca mais perdeu.
Nem vai perder
esse jogo de hoje com os baianos.
O Vitória tem um time forte, vem
de um triunfo sobre o Botafogo
Carioca, e requer um certo
cuidado. Também um pouco de
respeito e nada mais do que isso,
na capacidade de cada um de seus
jogadores. O resto fica por conta
do menino do placar.
Somando nove
pontos, o time viaja tranquilo
para os jogos com o Goiás e o
Palmeiras, na casa deles. E cheio
de moral para voltar com mais uns
pontinhos. Vamos torcer pelo
rubronegro pernambucano que vai
contar, daqui a pouco, com um
público numeroso e decidido a
ajudá-lo em mais uma vitória.
Tomara que aconteça.
Um avião, na
concentração do Santa Cruz,
deixou os jogadores agitados.
"Hoje tem vale", dizia
o tal aviso. Depois do papelão
de Volta Redonda não dava para
acreditar, até que o presidente
apareceu, elegantemente vestido e
bem penteado, e matou a charada.
Deu a cada jogador um vale-lazer
para o logo mais na Ilha do
Retiro. Uma vingança bem
planejada.
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