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Regina
Pitóscia
Nova
York derruba Bolsas
As Bolsas de
Valores mergulharam arrastadas
pelo escorregão da Bolsa de Nova
York. A perda de 256,18 pontos
(desvalorização de 2,92% no
dia) foi a maior queda do ano e a
terceira maior da história da
Bolsa nova-iorquina. A Bolsa de
São Paulo fechou o pregão com
variação negativa de 5,31%, a
maior baixa desde meados de
junho.
O volume
negociado foi de R$ 801,956
milhões, uma ampliação de
61,96% sobre o dia anterior. A
expansão do movimento financeiro
em pregão de forte queda é
indicação, segundo operadores,
do aumento de pressão vendedora.
Investidores que vinham
resistindo às vendas depois das
altas que se seguiram à
privatização da Telebrás
aproveitaram o tombo em Nova York
para embarcar na onda vendedora.
Algumas fontes
de pressão baixista permanecem
atuando sobre o mercado de Nova
York. Para começar, os
investidores guardam temor ainda
das avaliações do presidente do
Federal Reserve (Fed, o banco
central dos EUA), Alan Greenspan,
de que as ações,
supervalorizadas sem lastro nos
resultados das empresas,
tenderiam a passar por um ajuste
de preços. Fortalece esse temor
também os fracos resultados
estampados nos balanços das
empresas no segundo trimestre e a
perspectiva de que os efeitos da
crise asiática encolham ainda
mais os lucros das empresas cujas
carteiras estejam recheadas de
clientes asiáticos.
À medida que
as baixas se aprofundam em Nova
York, a dúvida dos investidores
é saber se está sendo
cristalizada a correção tantas
vezes insinuadas pelo presidente
do Fed, criador da expressão
"exuberância
irracional" para definir a
suposta bolha de alta das ações
no mercado nova-iorquino.
Um dos
principais focos de tensão
continua sendo o Japão, embora o
iene, a moeda local, se tenha
recuperado da baixa do dia
anterior em relação ao dólar,
depois que o ministro das
Finanças, Kiichi Miyazawa,
voltou atrás e deu a entender
que o banco central japonês
atuará, se necessário, para
sustentar a cotação da moeda
japonesa. A Bolsa de Tóquio
fechou com desvalorização de
0,88%.
A inquietação
alimentada pelo cenário
internacional fica reforçada,
internamente, também pelos
sinais de agravamento do déficit
nas contas públicas. O mercado
reagiu mal à decisão do Banco
Central, no dia anterior, de não
divulgar os dados do déficit
público acumulado em 12 meses
até maio. Estimativas de
especialistas e do mercado
financeiro projetam o déficit
nominal (incluída a conta de
juros) nesse período em 7% do
Produto Interno Bruto (PIB). A
expansão do déficit fiscal
torna o País mais exposto às
situações de crise no exterior.
Ouro
Fechamento: R$ 10,95
Variação: alta de 0,55%
O ouro
movimentado na Bolsa de
Mercadorias & Futuros
(BM&F) fechou com
valorização de 0,55%, cotado
por R$ 10,95 o grama. O volume
negociado foi de apenas 60 kg. No
mercado de Nova York, na
Commodity Exchange (Comex), a
onça-troy de ouro (31,104
gramas) foi cotada por US$ 290,40
nos contratos para vencimento em
outubro.
Dólar
Fechamento: R$ 1,215
Variação: queda de 0,41%
Os sinais, cada
vez mais fortes, de que o efeito
Telebrás acabou e que agosto, ao
contrário de julho, será um
mês de remessas de capitais em
grandes volumes ditaram o
comportameto do mercado de dólar
comercial. O dólar negociado
entre exportadores e importadores
fechou com valorização de
0,15%, cotado por R$ 1,1655 para
compra e R$ 1,1663 para venda.
As cotações
do paralelo andaram em sentido
inverso, ao recuar 0,41%, para R$
1,205 na compra e R$ 1,215 na
venda.
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